Professora Zuleide exalta realização da COP 30 na Amazônia
Por Lincoln Vieira11/11/2025 11:07 | Atualizado há 4 meses
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A deputada Professora Zuleide (Psol) elogiou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (11/11), a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em Belém, no Pará.
Para ela, o debate sobre o clima deve ser compreendido com responsabilidade coletiva. “É a primeira vez que a COP 30 acontece na Amazônia, isto carrega um simbolismo profundo porque coloca o debate climático onde mais importa: nas florestas, nos rios. O momento precisa ser entendido como responsabilidade coletiva, porque o mundo vive um colapso climático sem precedentes”, avaliou.
A deputada alertou sobre a reflexão do modo de existir como sociedade. Para ela, é preciso repensar o modo de se relacionar com a natureza.
“O Brasil chega à COP 30 em posição estratégica, mas também cheia de contradições, como a apresentação como liderança global no discurso de transição ecológica, mas continua financiando projetos de destruição ambiental, a expansão do agronegócio químico dependente e isenção de imposto aos agrotóxicos”, lamentou.
Professora Zuleide ressaltou também que a natureza não pode ser pensada como um grande empreendimento. De acordo com ela, mulheres, povos indígenas, quilombolas, pescadores, marisqueiros e os guardiões da floresta e da caatinga constroem o caminho da transição ecológica popular todos os dias. “É isso que nós queremos, trazer essa discussão, porque entendemos que é o caminho por onde devemos caminhar no momento”, sugeriu.
A deputada observou ainda que o Governo do Estado não pode ser omisso nas causas ambientais. Para ela, o Poder Executivo deve ser cobrado pela população.
“Devemos cobrar do Governo Estadual transparências nas licenças ambientais, fiscalização do uso da água, proteção das unidades de conservação e apoio aos nossos territórios tradicionais, revogar a lei que autoriza a pulverização aérea dos agrotóxicos com drones e fortalecer a política de transição agroecológica e economia solidária”, defendeu.
Edição: Lusiana Freire
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