Renato Roseno critica votação na Câmara e convoca mobilização popular
Por Narla Lopes10/12/2025 10:41 | Atualizado há 3 meses
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O deputado Renato Roseno (Psol) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (10/12), a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de matérias votadas na madrugada, prática que, segundo ele, reduz a transparência do Parlamento Federal.
O parlamentar destacou que, às 2h45 da manhã, a Câmara aprovou, por 291 votos favoráveis, alterações na Lei de Execução Penal, sem que a população pudesse acompanhar o debate. Roseno denunciou que a mudança facilita a progressão de regime e beneficia condenados por diversos crimes.
Ele explicou que o novo texto permite que o preso progrida de regime após cumprir um sexto da pena. Antes, a exigência era de um quarto. “No afã de proteger Bolsonaro e o bolsonarismo, dezenas de milhares de condenados, inclusive por crimes contra a liberdade sexual sem violência ou grave ameaça, serão beneficiados. Isso é absolutamente inconstitucional”, afirmou.
O deputado também criticou a atuação da atual maioria do Congresso Nacional, que, segundo ele, vota sistematicamente contra os interesses da classe trabalhadora. “O Brasil não merece a maioria desse Congresso. Grande parte é contra os interesses do povo trabalhador, não quer taxar os super-ricos, não quer fortalecer políticas sociais, não quer proteção ambiental e atua contra o Estado Democrático de Direito”, declarou.
Roseno ainda se solidarizou com o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), que, segundo ele, foi alvo de violência no Congresso Nacional durante protesto contra a inclusão, na pauta, do processo de cassação ao qual responde o parlamentar.
“Cortaram o sinal da TV Câmara, agrediram jornalistas e parlamentares. Quero me solidarizar com Glauber. Os amotinados bolsonaristas que passaram 48 horas na mesa da Câmara foram tratados com diálogo, mas o nosso companheiro foi tratado com violência. Quero denunciar essa manobra absurda”, disse.
O parlamentar reforçou que a aprovação da matéria da redução de penas representa um retrocesso e pediu reação da sociedade. “O Brasil merece um Congresso melhor. É necessário mudar essa composição e garantir representantes que defendam os interesses da população. É necessário que o povo brasileiro vá às ruas pressionar para que o Senado não aprove esse absurdo”, concluiu.
Edição: Vandecy Dourado
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