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Dra. Silvana defende anistia aos presos pelos atos do 8 de janeiro

Por Ariadne Sousa
10/12/2025 11:01 | Atualizado há 3 meses

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Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Junior Pio

Durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (10/12), a deputada Dra. Silvana (PL) defendeu que não houve tentativa de golpe ao Estado Democrático de Direito nos atos de 8 de janeiro de 2023. 

A fala da parlamentar ocorreu em resposta ao pronunciamento do deputado Renato Roseno (Psol), também na manhã desta quarta, no qual ele questionou a aprovação, nesta madrugada, pela Câmara dos Deputados do projeto que reduz penas de Bolsonaro e condenados por tentativa de golpe no Brasil, o chamado "PL da Dosimetria".

“Ver o presidente da Comissão de Direitos Humanos, o querido deputado Renato Roseno, rejeitar a anistia; isso fere aos céus, aquelas pessoas são inocentes, nós estamos tendo um ex-presidente que não tem sequer um só crime de corrupção, está [preso], doente, soluçando, sequelado”, disse. "Estão querendo silenciar Bolsonaro, mas eis que surge Flávio Bolsonaro para aterrorizar a esquerda, porque acordou os conservadores deste País”, completou a deputada. 

Na tribuna, a parlamentar questionou ainda a defesa, pelos partidos de esquerda, de Glauber Braga (Psol-RJ), que passa por um processo de cassação após ser acusado de agredir um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), durante uma confusão no Congresso Nacional em 2024. “Eu agradeço ao deputado Pedro Matos (Avante), que me deu este tempo, para que eu possa fazer justiça ao que foi votado pelos valentes da Câmara Federal. Para que eu possa fazer justiça àquele cidadão que foi chutado”, destacou, fazendo alusão ao caso de Glauber Braga. 

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) parabenizou o pronunciamento da parlamentar e questionou o que chamou de contradição da esquerda, por serem contrários à anistia aos participantes dos atos de 8 de janeiro e à cassação de Glauber Braga. “São dois pesos e duas medidas, é a velha hipocrisia, não é o crime que se comete, hoje, no Brasil”, apontou. 

Edição: Lusiana Freire


 

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