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Felipe Mota lamenta corrupção generalizada que prejudica serviços essenciais

Por Narla Lopes
04/02/2026 12:06 | Atualizado há 1 mês

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Deputado Felipe Mota (União) - Foto: Junior Pio

O deputado Felipe Mota (União) afirmou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (04/02), sentir vergonha diante de matérias nacionais que revelam esquemas de corrupção envolvendo instituições financeiras, órgãos públicos e diferentes setores da administração, citando como exemplo denúncias relacionadas ao Banco Master e a pessoas ligadas ao sistema de Justiça.

Segundo o parlamentar, reportagens apontam que cerca de 70% dos casos de corrupção interligados à instituição financeira estariam concentrados nas mãos de filhos de pessoas com vínculos no sistema de Justiça. “Isso nos envergonha”, afirmou.

De acordo com o deputado, a corrupção disseminada em diferentes áreas compromete diretamente a vida da população, ao atingir recursos públicos que deveriam chegar à ponta por meio de políticas públicas e emendas parlamentares. Conforme destacou, valores destinados à construção de estradas para o escoamento da produção rural, bem como ao custeio de exames, tomografias, ressonâncias magnéticas e tratamentos oncológicos acabam sendo desviados. 

O parlamentar também chamou atenção para problemas estruturais em obras públicas, citando falhas no metrô de Fortaleza. Ressaltou que não se pode responsabilizar exclusivamente o governador Elmano de Freitas e que erros técnicos resultarão em um custo adicional superior a R$ 90 milhões aos cofres públicos. Ele mencionou ainda episódios amplamente divulgados pela imprensa, como o caso do tatuzão que teria saído em local inadequado durante as obras.

Felipe Mota informou que a oposição pretende acionar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para cobrar explicações sobre os problemas identificados. “A oposição vai ao Tribunal de Contas do Estado cobrar essa resposta fiscal. Será que vai para frente ou será que não vai?”, indagou.

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) reforçou as críticas, afirmando que o equipamento milionário utilizado na obra estaria perdido, sem possibilidade de recuperação, o que representaria um prejuízo expressivo aos cofres públicos.

Edição: Lusiana Freire


 

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