Oradores

Sargento Reginauro critica escalas de policiais penais e questiona dados da segurança pública

Por Narla Lopes
26/02/2026 11:15 | Atualizado há 2 semanas

Compartilhe esta notícia:

Deputado Sargento Reginauro (União) - Foto: José Leomar

O deputado Sargento Reginauro (União) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (26/02), as condições de trabalho dos policiais penais e questionou os dados apresentados pelo Governo do Estado sobre a segurança pública.

O parlamentar relatou o capotamento de uma viatura da Polícia Penal ocorrido na semana passada, durante diligência no interior do Estado. Segundo ele, apesar de não ter havido vítimas fatais, o caso acende um alerta sobre a rotina enfrentada pelos servidores do sistema prisional.

“Esses servidores têm uma escala de 24 horas. Assumem o plantão às 8h da manhã e seguem praticamente até o dia seguinte, com apenas duas horas e meia de descanso. É quase dez horas trabalhando na madrugada, sem cochilar”, afirmou.

De acordo com Reginauro, os policiais penais enfrentam jornadas que classificou como desumanas. “Temos unidades prisionais com até 50% de afastamento por problemas de saúde. É claro que vai adoecer. O servidor é massacrado nessas 24 horas”, declarou.

O deputado destacou ainda que a sobrecarga pode comprometer não apenas a saúde dos profissionais, mas também a segurança das operações. “Se precisar sair para uma escolta, coloca em risco a própria vida e a vida de outras pessoas. Se acontecer algo mais grave, a responsabilidade recai sobre o servidor”, pontuou, cobrando posicionamento da Secretaria da Administração Penitenciária.

Reginauro também criticou declarações do governador Elmano de Freitas sobre a redução dos índices de criminalidade e a realização do “Carnaval mais pacífico da história”. O parlamentar mencionou artigo publicado no jornal O Povo que questiona a narrativa oficial e citou episódios recentes de violência em Sobral. O deputado relatou denúncias de comerciantes que estariam deixando o município por não aceitarem pagar propina ao crime organizado. 

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou a importância de acompanhar a saúde mental dos servidores da segurança pública. Segundo ele, a taxa de suicídio e adoecimento mental entre esses profissionais é quatro vezes superior à média da população em geral. “Há pesquisas feitas com mais de dois mil servidores no Ceará que mostram esse cenário”, afirmou.

Edição: Lusiana Freire

Veja também