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Renato Roseno celebra 10 anos do Comitê de Prevenção e Combate à Violência

Por Gleydson Silva
26/02/2026 11:43 | Atualizado há 2 semanas

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Deputado Renato Roseno (PSol) - Foto: José Leomar

O deputado Renato Roseno (Psol) celebrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (26/02), os 10 anos do Comitê de Prevenção e Combate à Violência (CPCV), instância de estudo, debate e mobilização que conta com apoio de diversos atores e instituições, em um esforço interinstitucional pela vida, vinculada à Mesa Diretora da Casa.

O presidente do CPCV lembrou que, instituído em 23 de fevereiro de 2016, com a denominação de Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, o comitê tem o objetivo de compreender o complexo fenômeno da violência armada no Estado, especialmente contra pessoas de 10 a 19 anos, e elaborar pesquisas e articulações voltadas à prevenção dos homicídios. “Quero celebrar 10 anos de uma iniciativa, em matéria de segurança pública e prevenção à violência, única nos parlamentos brasileiros. O Parlamento cearense tem, há 10 anos, um comitê devotado a produzir pesquisa de qualidade para desenhar políticas públicas baseadas em evidência”, pontuou.

O comitê iniciou suas atividades, conforme o deputado, em parceria com o Governo do Estado, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e instituições do poder público e da sociedade civil, como Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA) e Instituto Oca.

De acordo com o parlamentar, o CPCV possui uma produção de notas técnicas, de pesquisas, além de um painel de monitoramento de homicídios atualizado, com dados de 2014 a uma semana atrás, no Ceará, seccionado por gênero, idade e município. “Há um perfilamento social, racial, geracional e territorial dessa morte, concentrada em jovens negros, pobres e periféricos. Cinquenta e três por cento dos que morrem são filhos de mulheres que foram mães muito jovens e não tiveram nenhum tipo de apoio maternal, 73% dos que morrem abandonaram a escola entre seis meses e dois anos do evento morte. Portanto, se a morte é previsível, ela é prevenível”, afirmou.

Nesses dez anos de atuação, segundo o parlamentar, o CPCV contribuiu para o “desenho” do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (Previo), realizou um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal e com o Escritório de Prevenção sobre Drogas e Crime da ONU (UNODC) para replicar a iniciativa no País, além de ter recebido diversos prêmios nacionais e internacionais e muitas outras ações.

Renato Roseno agradeceu ainda o trabalho realizado a quem trabalha e trabalhou no comitê ao longo dos dez anos e também às mesas diretoras ao longo desse período, “que acreditam na necessidade de prevenir essa epidemia”.

Edição: Lusiana Freire

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