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Cláudio Pinho rebate acusações de nota de repúdio emitida pela Aprece

Por Luciana Meneses
04/03/2026 11:10 | Atualizado há 1 semana

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Deputado Claudio Pinho (PDT) - Foto: Júnior Pio

O deputado Claudio Pinho (PDT) rebateu, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará desta quarta-feira (04/03), as acusações apresentadas em nota de repúdio emitida pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) após pronunciamento do parlamentar na sessão plenária dessa terça-feira (03/03). 

Em nota, a entidade criticou as declarações feitas pelo parlamentar durante a discussão do projeto de lei complementar (PLC) 03/26, de autoria do Poder Executivo, sobre regras para convênios, termo de fomento e acordo de cooperação celebrados pelos órgãos e entidades do Governo do Ceará. A Aprece “classificou como generalizantes e desprovidas da devida cautela” a afirmação do parlamentar sobre “prefeitos envolvidos com facções criminosas e gestores que se vendiam por obras públicas”. 

  Cláudio Pinho reforçou seu posicionamento a respeito do PLC, afirmando que “o Estado está assumindo obras de outros entes, tirando a autonomia de municípios” e que as emendas apresentadas por ele ao projeto buscavam justamente mais transparência e autonomia para os municípios cearenses. 

Sobre o suposto envolvimento de prefeitos com facções criminosas, o deputado declarou que as recentes eleições suplementares em alguns municípios cearenses comprovaram sua fala. “Então, o presidente do TRE que condenou o prefeito e o vice por relação com narcotráfico estava errado? Expliquem então por que tiveram novas eleições? Por que os prefeitos foram cassados? O próprio deputado (José) Guimarães declarou que as facções haviam vencido”, argumentou. 

Em aparte, o deputado Felipe Mota (União) criticou a atitude do presidente da Aprece. “Me preocupa uma instituição como a Aprece agir dessa forma, pois automaticamente ataca toda a Alece. É interessante também informá-lo que quem disse que tem prefeitos envolvidos com facção foi o Ministério Público, o Tribunal Regional Eleitoral e a Polícia Federal. O presidente da Aprece errou feio. Mais respeito com os deputados”, cobrou.

Para a deputada Dra. Silvana (PL) o que aconteceu é grave. “Precisamos chamar esse presidente aqui pela sua atitude antiética. Nosso colega não fez acusações infundadas ou levantou falso testemunho, ele trouxe fatos. As eleições provam o que o senhor disse. A Alece não pode aceitar essa nota de repúdio sem tomar qualquer atitude”, defendeu. 

Já o deputado Queiroz Filho (PDT) classificou a atitude do presidente da Aprece como infeliz. “Me leva a crer que foi a mando de alguém”, suspeitou. 

Edição: Vandecy Dourado

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