Dra. Silvana anuncia ato contra feminicídio e cobra endurecimento das leis
Por Narla Lopes04/03/2026 11:39 | Atualizado há 1 semana
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A deputada Dra. Silvana (PL) ocupou a tribuna durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (04/03), para anunciar uma mobilização pública contra o feminicídio e defender o endurecimento das leis de enfrentamento a esse crime.
A parlamentar criticou o que classificou como “ineficácia das políticas atuais” e afirmou que as medidas protetivas não têm sido suficientes para evitar mortes. “Assustadoramente, no estado do Ceará, o feminicídio só avança e o Governo Federal nos oferece um pedaço de papel, com o dito pacto [Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios]”, declarou.
A deputada defendeu que casos de ameaça sejam tratados com maior rigor. “Para mim, a comprovação da ameaça do ataque do feminicídio tem que ser igual à prisão. Não se pode dar um pedaço de papel, a exemplo da medida protetiva, e acreditar que aquilo não é um convite para que se execute aquela mulher”, afirmou. Ela acrescentou que é preciso adotar “medidas mais firmes, fortes, capazes de fazer medo, de coibir, de dizer não. Nós não aceitamos o feminicídio”.
Dra. Silvana também rebateu críticas que, segundo ela, responsabilizam a religião pela violência contra as mulheres. “Não é a família patriarcal que está matando as mulheres. É a destruição das famílias. É a retirada de Deus da sociedade”, disse.
A parlamentar afirmou ainda que as mulheres “precisam e devem viver”, ocupar espaços na política e na sociedade e ter liberdade para conduzir a própria vida. Defendeu maior participação feminina nos parlamentos, mas se posicionou contra o sistema de cotas, argumentando que o espaço deve ser conquistado “por mérito”.
Ao final, a deputada convidou a população para participar de uma caminhada contra o feminicídio, na Beira-Mar de Fortaleza, às 16h do próximo domingo (08/03). Segundo ela, o ato contará com a presença da médica Mayra Pinheiro e de outras parlamentares.
“Eu não desejo só um pedaço de papel. Eu desejo que as leis sejam capazes de coibir a morte de mulheres. Nós precisamos que o estado do Ceará saia dessa tragédia vergonhosa”, concluiu.
Edição: Vandecy Dourado
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