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Renato Roseno ressalta fim da escala 6x1 e importância de debater relações trabalhistas

Por Giovanna Munhoz
04/03/2026 12:01 | Atualizado há 1 semana

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Deputado Renato Roseno (Psol) - Foto: Júnior Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) destacou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (04/03), a necessidade de debater as relações trabalhistas no Brasil e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1.

O parlamentar citou a 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo, que debate as relações de trabalho no Brasil. O evento reúne representantes das 27 unidades federativas para debater a promoção do trabalho decente, modernização das relações trabalhistas e enfrentamento à precarização. “Durante o evento, o presidente Lula defendeu o fim da escala 6x1. É importante que essa PEC seja aprovada e os debates ampliados”, assinalou.

Renato Roseno enfatizou ainda que pesquisas apontam que 73% da população são favoráveis ao fim da escala 6x1 e 47% dos empreendedores de pequenos negócios também entendem como positivo o fim da escala. “A jornada de trabalho excessiva provoca adoecimento mental e físico, além de prejudicar as relações sociais e familiares. Rever esses pontos é fundamental para dar saúde e sentido de viver aos trabalhadores que não querem ser explorados, mas querem encontrar no trabalho um meio para construir a vida”, apontou.

Durante o pronunciamento, o deputado também destacou a importância de debater as emergências climáticas e o aumento de gases tóxicos que contribuem para o efeito estufa. O parlamentar ressaltou o projeto de lei 399/21, de sua autoria, que trata da emergência climática e estabelece políticas sustentáveis. 

“O relatório construído pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) em conjunto com técnicos aponta um aumento significativo das emissões de gases tóxicos no nosso Estado nos últimos cinco anos, e isso se deve principalmente ao uso do solo ligado ao agronegócio. É preciso reconhecer a emergência climática no Estado”, defendeu.

Edição: Vandecy Dourado

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