Agenor Neto critica segurança pública no estado do Ceará
Por ALECE24/08/2016 14:42 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Agenor Neto (PMDB) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (24/08), a política de segurança pública no Ceará. Segundo o parlamentar, tanto no Interior como na Capital, as pessoas ficam reclusas em casa por conta do aumento da violência.
Agenor Neto ressaltou que o governador Camilo Santana prometeu trabalhar pessoalmente pela segurança do Ceará, mas, na avaliação do parlamentar, a insegurança só aumentou. “A crise na segurança pública está se agravado porque os policiais civis e militares não têm condições de trabalhar. Falta até combustível nas viaturas”, criticou.
A situação da cadeia pública da região centro-sul, que está interditada há mais de um ano, foi ressaltada pelo deputado. “A cadeia pública está interditada por causa de uma fossa que não foi consertada. A polícia não pode prender. A região se tornou terra fértil para os bandidos”, disse.
O parlamentar lembrou que o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Delci Teixeira, declarou, durante um programa de rádio de Iguatu, que a cadeia pública da região centro-sul é responsabilidade da Justiça. “O Governo que precisa resolver essa situação. Semana passada foi implantado um programa de grande importância, que é o Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), na região centro-sul, mas me questiono onde a polícia vai colocar os presos se a cadeia continua sem funcionar”, indagou.
Agenor Neto ressaltou ainda que, durante o lançamento do programa Raio na região centro-sul, o governador do Estado ordenou que a polícia jogasse spray de pimenta nos manifestantes que estavam buscando diálogo. “Os manifestantes estavam de maneira ordeira querendo dialogar e se manifestar, em busca de melhores condições na educação, saúde, entre outros”, afirmou.
Para o parlamentar, o Governo do Estado precisa eleger quais são as prioridades da gestão. “O governador do Estado diz que não tem dinheiro, mas liberou mais de R$ 18 milhões para os municípios para realização de festas. Não tenho nada contra festas, mas a prioridade são as pessoas”, defendeu Agenor Neto. Durante o pronunciamento, o deputado afirmou ainda ter recebido ameaças de morte.
GM/GS
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