Agenor Neto pede adiamento de votação de empréstimo para saúde
Por ALECE22/10/2015 16:01 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Agenor Neto (PMDB) pediu, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (22/10), a retirada, da pauta de votação de hoje, da mensagem nº 7.786/15, que autoriza a contratação de empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção de novos hospitais. O parlamentar argumentou que a aprovação da matéria neste momento provocaria um “escândalo”. “Estamos em um período de seca, então é um absurdo não priorizar isso”, disse.
Agenor Neto comentou a informação do deputado Ivo Gomes (Pros), que, em aparte ao deputado Evandro Leitão (PDT), teria afirmado que o Governo do Estado teria cerca de R$ 4 milhões em caixa para manter o Hospital Regional de Quixeramobim em funcionamento. “Isso contradiz o que o secretário interino de Saúde disse na AL, que o Governo não tem dinheiro para pôr nenhum dos hospitais parados para funcionar”, frisou o peemedebista.
O parlamentar afirmou não ser contrário à construção dos hospitais, como prevê a mensagem. Para ele, o custeio dos hospitais já existentes é a grande questão. “Quem vai manter os hospitais novos e os antigos, se não há recursos? E se há recursos, como disse Ivo Gomes, por que eles não foram utilizados para pôr os hospitais parados em funcionamento?”, indagou, reforçando que “tudo isso é um problema de gestão”.
Ele criticou também o direcionamento de 25% do empréstimo para a assessoria da Saúde e a rejeição, pelas comissões técnicas da AL, de emenda, de sua autoria, que solicitava um total de 25% do valor do empréstimo para manutenção dos hospitais regionais.
Em aparte, os deputados Danniel Oliveira (PMDB), Roberto Mesquita (PV) e Bruno Gonçalves (PEN) concordaram com Agenor Neto.
Para Danniel Oliveira, a afirmação de Ivo Gomes da existência de dinheiro em caixa “faz uma forte leitura das prioridades do Governo do PT em nosso Estado”. Já Roberto Mesquita observou que a mensagem “dá apenas uma sugestão da matriz de investimentos, e é justamente isso que queremos mudar”. “Não somos contra a construção de hospitais, apenas queremos mudar os pontos com que não concordamos”, defendeu.
Bruno Gonçalves lembrou que a capacidade de endividamento do Estado “é boa, mas que nem por isso devemos extrapolar na primeira oportunidade”. Para ele, “não é razoável fazer um empréstimo para construir um hospital que não sabemos nem se poderemos inaugurar”.
PE/CG
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