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Agenor Neto volta a pedir mais recursos para região centro-sul

Por ALECE
08/12/2015 15:04 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Agenor Neto (PMDB) Dep. Agenor Neto (PMDB) - Foto: Máximo Moura

O deputado Agenor Neto (PMDB) voltou a defender, em pronunciamento nesta terça-feira (08/12) no primeiro expediente da sessão plenária, a destinação de recursos para o setor de saúde da região centro-sul do Estado. De acordo com o parlamentar, a “desculpa” de que não há mais dinheiro para novos investimentos no setor, contradiz o discurso da gestão anterior, “quando, em plena campanha eleitoral, se dizia que a situação financeira do Executivo era das mais saudáveis e modelo para as demais unidades da Federação”.

Agenor Neto disse que o secretário de Saúde, Henrique Javi, falou na Assembleia que há falta de recursos, por isso não é possível atender as reivindicações das demandas. “Um médico, em um plano de 12 horas, no HGF, assistiu 13 pessoas morrerem porque não há os insumos básicos disponíveis para realizar o atendimento. Enquanto isso, o  centro-sul do Estado passa necessidades, e é discriminada até mesmo nas audiências com o Governo”, lamentou.

O deputado disse que reivindica para o centro-sul apenas “o mesmo tratamento e direitos que são concedidos para a região norte do Estado. Lá é investido quatro vezes mais, por pessoa, do que no restante do Estado. Estou pedindo apenas no mesmo direito”, acentuou. Ele lembrou que o prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, repassa para o Hospital Regional R$ 700 mil mensais, enquanto em Sobral o município não paga nada para a unidade regional de lá’. 

Agenor frisou ainda que deputado Henrique Javi revelou que o Estado repassa R$ 135 milhões para 36 hospitais pólos do Ceará, enquanto que somente para o hospital regional de Sobral são repassados R$ 140 milhões, “o que demonstra a enorme desigualdade como são tratados os cearenses. Por isso, estão aí os hospitais sem condições de atendimento e sem insumos”, avaliou.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) considerou que a reivindicação é justa. “Se a arrecadação do Estado não tivesse alcançado recorde, com aumento de impostos, poderia se falar em corte de repasses. Mas não é o que estamos vendo”, afirmou
JS/CG

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