Antonio Carlos defende realização de plebiscito sobre reforma política
Por ALECE04/07/2013 15:29 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (04/07), o deputado Antonio Carlos (PT) defendeu a proposta da presidente Dilma Rousseff de realizar plebiscito sobre a reforma política. Segundo o parlamentar, as manifestações mostram que o povo está cobrando o direito de participar.
O deputado rebateu as críticas de que a população não irá entender os pontos questionados. Também rejeitou o argumento de que o plebiscito terá um custo alto. Segundo ele, “é com esse discurso que se vai adiando uma das mais importantes reformas do País”. Antonio Carlos destacou que o povo cobrou mudanças nas políticas públicas e que a oposição teve a chance de realizar a reforma dentro do Congresso, mas sempre recuou.
Entre os pontos mais importantes da reforma, segundo avaliação do deputado, está o financiamento público de campanha. Para o parlamentar, o financiamento privado é a “porta de entrada da corrupção”. Ele citou ainda o repasse de 100% dos royalties do petróleo para a educação, como proposta apresentada pelo Partido dos Trabalhadores.
Em aparte, o deputado João Jaime (PSDB) afirmou que os cinco pontos que a presidente apresentou para serem votados no plebiscito seriam apenas “um jogo de marketing”. Segundo ele, duas das perguntas dessa consulta mexem na Constituição e já foi dito por juristas que o povo não pode decidir sobre mudança na Constituição. O parlamentar disse ainda que a presidente não abriu diálogo, tendo ouvido apenas o ex-presidente Lula e um marqueteiro.
Dedé Teixeira (PT) pediu a palavra para defender a proposta da presidente e afirmou que 68% da população concordam com o plebiscito.
A deputada Rachel Marques (PT) aparteou para defender a proposta. Segundo a parlamentar, a “presidente está ouvindo a voz das ruas, o congresso, governadores, prefeitos e consultou o TSE. O povo tem se manifestado pelas mudanças”, disse.
O deputado Ferreira Aragão (PDT) discordou dos deputados petistas. Segundo ele, os movimentos que têm acontecido em todo o País “têm corpo, mas não têm cabeça, não tem líderes”. Segundo ele, a prioridade das manifestações são questões de gestão como educação, saúde, combate à corrupção, e que seria desnecessário gastar cerca de R$ 500 milhões para realizar um plebiscito.
JM/AT
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