Antonio Carlos pede que Governo assuma distribuição de alimento
Por ALECE05/04/2013 16:20 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Antonio Carlos (PT) pediu, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (05/04), que o Governo do Estado assuma a distribuição do complexo Neocate, que substitui o leite para crianças que sofrem de intolerância alimentar. De acordo com o parlamentar, há cerca de 4.500 portadores dessa enfermidade, mas somente 1.500 são atendidos pela Secretaria de Saúde do Estado.
Antonio Carlos explicou que a intolerância é decorrente de alergia a proteínas alimentares, o que gera problemas gastrointestinais. Na maioria dos casos, essa reação vai além da intolerância à lactose, podendo ocasionar até edema de glote, levando o portador à morte.
Diante do elevado preço do produto nutricional (cerca de R$ 160,00 a lata, que dura até três dias), a não distribuição do alimento pelo Governo pode provocar a morte de grande número de crianças, segundo Antonio Carlos. Ele assinalou ainda que o programa de fornecimento do Neocate garante a distribuição do leite só para crianças abaixo de dois anos. “Após essa idade, são retiradas do programa, mas grande parte das crianças fica com a dependência do alimento por mais tempo. Até cinco ou seis anos”, disse.
Para provocar um maior envolvimento dos parlamentares nessa questão, o deputado petista adiantou que irá apresentar requerimento para convidar o secretário de Saúde, Arruda Bastos, e discutir o problema em audiência pública. Ele também pediu que os deputados formassem uma comissão para visitar o Hospital Albert Sabin, que atende a essas crianças.
“A grande maioria das famílias não tem condições econômicas para arcar com o elevado preço do produto. Por isso, são dependentes de programas de fornecimento de medicamentos e complexos alimentares, geridos pelas secretarias estaduais de saúde”, acentuou o deputado.
Além das dificuldades na distribuição do nutriente, há outros fatores que causam preocupação, segundo Antonio Carlos. Somente o Hospital Albert Sabin realizaria os exames necessários para o diagnóstico dessa enfermidade, em apenas um dia da semana, terça-feira, e os laudos médicos só são entregues seis meses após a consulta.
“Há também o mau atendimento da equipe e do poder público. É preciso um melhor preparo para atender as crianças e a identificação da doença o mais cedo possível. O programa necessita ser ampliado, com maior qualidade. Se as denúncias das mães dessas crianças forem confirmadas, vidas estão sendo colocadas em risco”, avisou.
SECA
Antonio Carlos também abordou a problemática do atendimento às vítimas da estiagem. Segundo ele, é difícil entender as críticas produzidas por alguns deputados da base governista, quando o próprio governador Cid Gomes disse que nunca os estados tiveram um atendimento tão abrangente por parte do Governo Federal.
JS/AT
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