Audic Mota critica discurso de contra proposta do ministro da Saúde
Por ALECE08/07/2016 15:02 | Atualizado há 10 meses
Compartilhe esta notícia:
O deputado Audic Mota (PMDB) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (08/07), o discurso de parlamentares governistas que se manifestaram contra a proposta de criação de um plano de saúde “popular”, anunciada ontem pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele disse que cobrar soluções para os problemas da saúde de um governo que está há menos de 60 dias no poder é “incoerente”.
A proposta, conforme observou, defende a criação de um plano de saúde mais popular, com acesso a menos serviços do que a cobertura mínima obrigatória determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, mas também com um menor custo para o consumidor.
O peemedebista frisou que não defende a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), e acrescentou que tem um projeto, de sua autoria, que determina o ressarcimento do SUS pelos atendimentos que realiza em pacientes oriundos da rede privada de saúde.
Audic Mota acrescentou ainda que a crise na saúde já existia e vem dos governos anteriores, e a melhor forma de ilustrar é apontando o Hospital Regional de Quixeramobim, que, conforme observou, estaria esperando um recurso de, no máximo R$ 50 milhões, para iniciar funcionamento. Isso há mais de um ano. “O que o governo Dilma Rousseff fez? Mandou R$ 6 milhões para Angola e Cuba, dinheiro que poderia ser aplicado nos nossos hospitais pólo”, disse.
Em aparte, a deputada Aderlânia Noronha (SD) reforçou que a culpa do “caos” instalado no País vem dos governos anteriores. Ela afirmou, ainda, que os deputados federais não tem nada a ver com as obras do governo que encontram-se paralisadas. “Eles não tem o poder de determinar qualquer coisa, apenas cobrar e fiscalizar. Quem é responsável pelo andamento das obras é o Poder Executivo”, disse.
O deputado Carlos Felipe (PCdoB) afirmou que a intenção é, de fato, a privatização do SUS. “Ninguém nessa Casa pode ser a favor disso. O SUS é um exemplo para toda a América, e privatizá-lo é um retrocesso e uma cessão do direito à saúde da população”, refletiu.
PE/AT
Veja também