Audic Mota diz que fala do secretário de Segurança na AL foi um “faz de conta”
Por ALECE19/11/2015 15:06 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Audic Mota (PMDB) classificou as palavras do secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Delci Carlos Teixeira, em sua visita à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (18/11) como um “faz de conta”.
Em seu pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (19/11), o deputado afirmou que nenhuma medida enérgica foi apresentada pelo secretário. “Nenhuma medida enérgica ele se prontificou a fazer, deixando a população do Ceará à míngua. Nossa população está em pânico, e hoje o que temos não é mais nem a sensação de insegurança, nós simplesmente não temos segurança alguma”, concluiu.
O parlamentar relatou que indagou ao secretário sobre o cumprimento das promessas feitas à região dos Inhamuns e que ele teria dito que “esqueceu o que falou, e se falou algo, não deveria ter dito”. Segundo Audic Mota, o secretário esteve por três vezes em municípios da região, levando esperança à população e, por fim, confessou que os projetos de reforço da segurança para os Inhamuns só estariam previstos para o segundo semestre de 2016.
“Eu desafio um cidadão que nos assistiu durante aquelas seis horas que acredite que vai mudar alguma coisa”, afirmou o deputado.
Outra crítica feita por Audic Mota foi em relação às duas mensagens enviadas pelo Executivo, a de n° 7.905, que reajusta em 2 pontos percentuais o ICMS das operações envolvendo gasolina e bebidas alcoólicas e a segunda, de n° 7.906, que reajusta a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
“Não vamos criar aqui uma falsa justificativa para as mensagens perversas do Governo. Nosso estado é pobre e, enquanto aumentam o preço da gasolina, não tem nenhum reajuste para os servidores. Não temos o direito de fazer isso com o povo do Ceará. Não podemos conviver com a gasolina mais cara do Nordeste”, afirmou o deputado.
Em aparte, a deputada Aderlânia Noronha (SD) disse estar decepcionada com o secretário de Segurança, pois, quando cobrou a presença de um delegado para a cidade de Parambu, ele lhe garantiu que já tinha. “O que temos é um delegado para cinco cidades próximas. Nossa cidade está desassistida e é uma porta de entrada para as drogas, por fazer fronteira com o Piauí”, pontuou.
Sobre as mensagens do Executivo, a deputada Dra. Silvana (PMDB) e o deputado Roberto Mesquita (PV) se manifestaram contra o reajuste do IPVA e do valor da gasolina. “Estão colocando na nossa responsabilidade esse reajuste, e eu não sou a favor desse aumento”, disse a deputada.
LA/CG
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