Bruno Gonçalves defende projeto que prevê pesquisa genética
Por ALECE15/09/2015 13:43 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Bruno Gonçalves (PEN) defendeu, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (15/09), o projeto de indicação 163/15, de sua autoria, que institui a garantia de acesso à pesquisa de mutações genéticas relacionadas ao câncer de mama e de ovário em usuários do SUS.
De acordo com o deputado, o relatório da Organização Mundial de Saúde de 2014 estima que o número de novos casos de câncer pule de 14 milhões, em 2012, para 22 milhões, em 2030. “Com uma incidência mundial crescente, o câncer de mama, neoplasia maligna mais comum em mulheres em todo o mundo após o de pele, tornou-se um problema mundial de saúde pública”.
Bruno Gonçalves explicou que esses tipos de câncer são a maior causa de morte nas mulheres em todo globo, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. De acordo com o deputado, em até 10% dos casos, existe um fator preponderante identificável, uma mutação que altera a síntese protéica e, por conseguinte, o funcionamento celular, sendo a principal delas a que ocorre nos genes BRCA1 e BRCA2, responsável por 60% dos casos.
“Hoje sabemos que a síndrome de câncer de mama e ovário hereditário apresenta a possibilidade de 85% para desenvolvimento de carcinoma mamário e de 40% para neoplasia de ovário nas mulheres portadoras.
O deputado explicou que o avanço nos estudos de oncogenética possibilitou o desenvolvimento de testes moleculares com alta capacidade de identificação dessas mutações nas pacientes portadoras “Se, de início, o custo do teste era uma barreira para as usuárias do SUS, hoje, com o barateamento do exame e uma visão de que a portadora da mutação pode ter o curso de sua vida alterado para o não desenvolvimento de um câncer e todas as implicações psicossociais e familiares dessa ocorrência, a questão econômica seria irrisória. O valor mensal de uma quimioterapia do carcinoma avançado de mama custa R$ 1.700,00, enquanto a segunda linha custa R$ 2.378,90 ao mês”, acrescentou.
De acordo com o parlamentar, a análise completa dos genes, incluindo inserção e deleção, custa hoje R$ 2.000,00. “Bem menos que dois meses de quimioterapia”. O deputado defendeu a aprovação de sua proposição até outubro, mês dedicado à prevenção do câncer de mama.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) parabenizou Bruno Gonçalves e disse ter certeza de que esse projeto de indicação será transformado em lei, pela importância da matéria. “É um projeto muito bem estudado”. O deputado Capitão Wagner (PR) observou que o governador deve se manter atento aos projetos de indicação, dando resposta às matérias. “O que ele tiver condição de transformar que nos envie, e os que não, que apresente os motivos do Executivo”, assinalou.
A deputada Fernanda Pessoa (PR) revelou que, em contato com o governador Camilo Santana, pediu que os projetos de indicação fossem apreciados, para verificar a possibilidade de que se transformem, ou não, em lei.
JS/AT
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