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Capitão Wagner aponta dados sobre crimes no Ceará

Por ALECE
12/08/2015 14:00 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) comentou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (12/08), dados dos crimes violentos contra o patrimônio apresentados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

Conforme divulgado, em média, foram 289 furtos por dia em julho, totalizando 8.981 ocorrências no mês. Dentre as 18 áreas integradas de segurança (AIS) do Ceará, Fortaleza concentrou 58% dos crimes. “Acredito que os dados divulgados são reais, pois Fortaleza anda vivendo dias de cão. Porém, não é justo atribuir a culpa somente aos governos municipal e estadual. Há muito tempo que o Governo Federal não investe na segurança pública do País”, avalia.

Capitão Wagner lembrou que o Governo Federal poderia utilizar o trabalho das Forças Armadas do Brasil e de outras instituições para impedir a entrada de drogas nas fronteiras. Conforme o deputado, atualmente, os soldados assistem traficantes cruzarem a fronteira e não podem abordá-los, por precisarem de um decreto dando autonomia para a ação.

De acordo com o parlamentar, jogar a responsabilidade somente para os estados e municípios não seria coerente. O correto seria que cada um fizesse sua parte. O parlamentar questionou ainda a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as organizações que atuam no narcotráfico no Ceará. “Essa CPI foi anunciada, e não vejo nada. Vou começar a acreditar que seu intuito era apenas atrapalhar a CPI do Acquario Ceará”, declarou.

Em aparte, o deputado Danniel Oliveira (PMDB) disse que o número divulgado deveria estar errado, pois tem certeza que deve ser o dobro. “As pessoas não fazem mais Boletim de Ocorrência por estarem acostumadas com a situação. Isso se deve também à quantidade de policiais que temos nas ruas. Em Lavras da Mangabeira, são quatro policiais para proteger 32 mil habitantes”, reclamou.
LA/AT

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