Capitão Wagner avalia situação financeira da Prefeitura de Fortaleza
Por ALECE10/07/2015 15:20 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Capitão Wagner (PR) avaliou, no primeiro expediente da sessão desta sexta-feira (10/07), a situação financeira de Fortaleza. Na perspectiva do parlamentar, o endividamento da Capital tem se ampliado.
De acordo com o deputado, a dívida pública da Capital, que era 0,2% em 2011, saltou para 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), o que, na sua análise, irá gerar sérios problemas para o futuro gestor de Fortaleza.
“O prefeito Roberto Cláudio tem contraído empréstimos milionários para custear as obras para Copa da Fifa e muitas continuam inacabadas. Esta dívida está impactando no desempenho das áreas sociais, como saúde e educação. Além disso, esta administração será marcada pela degradação do meio ambiente”, acrescentou.
Capitão Wagner disse ser contrário à solução em curso para redução de dívidas por meio das privatizações. “Estão sendo criadas parcerias público privadas para estádios, mercados e terminais de transportes. Trata-se de um eufemismo para a entrega dos equipamentos à iniciativa privada. Ao mesmo tempo, a secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, Águeda Muniz, foi premiada pelas construtoras pela velocidade recorde na liberação de alvarás”, assinalou.
O parlamentar também criticou o repasse de recursos da área de saúde para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). De acordo com Capitão Wagner, somente esse ano já foram entregues R$ 87 milhões à instituição, conforme dados do portal da transparência da Prefeitura. “Ao mesmo tempo faltam medicamentos e pessoas agonizam no chão do Instituto Doutor José Frota (IJF), por conta do atendimento precário”, pontuou.
Para Capitão Wagner, a Prefeitura investe em áreas supérfluas enquanto as sociais são relegadas a segundo plano. “São fechados contratos de empréstimos milionários, enquanto isso, os servidores recebem reajustes abaixo da inflação. O Instituto de Previdência do Município já está informando aos sindicatos que a instituição poderá falir, pois o déficit estimado do saldo atuarial será de R$ 20 bilhões, até 2030”, disse.
O deputado ponderou que já está faltando dinheiro em caixa e que a administração está deixando muito a desejar. “O próximo prefeito vai ter dias difíceis em função do acúmulo de dívidas da atual gestão. Quem receber a prefeitura de Fortaleza vai ter um caixa quebrado e muitas dívidas”, observou.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) explicou que é importante o prefeito saber lidar com o endividamento. “O prefeito não pode se esquivar de procurar as instituições financeiras para trazer recursos. Fortaleza precisa ser transformada, precisa de muitas intervenções. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite que o endividamento seja até duas vezes a Receita Corrente Líquida e está ainda em 15%”, disse.
JS/AT
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