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Capitão Wagner cobra explicações sobre Hospital Regional de Quixeramobim

Por ALECE
29/11/2016 14:16 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) solicitou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (29/11), explicações ao Governo do Estado sobre os valores liberados pelo Governo Federal para o início do funcionamento do Hospital Regional do Sertão Central, no município de Quixeramobim.

Capitão Wagner informou ter elaborado requerimento para que os pagamentos de novembro e dezembro não sejam liberados, já que o hospital, inaugurado há dois anos, ainda não funciona.

De acordo com o parlamentar, o Governo Federal liberou cerca de R$ 17 milhões para que o hospital funcione nesses últimos quatro meses do ano. Desse valor, R$ 1,6 milhão seria repassado para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) em setembro, e R$ 2,5 milhões, em outubro. Além disso, há previsão de repasse de mais R$ 5 milhões para novembro.

O deputado lembrou que, em junho deste ano, o governador Camilo Santana anunciou, pela rede social Facebook, que até o final do mês o hospital estaria funcionando. “Devemos considerar que ele anunciou isso na véspera do início do processo eleitoral e, até agora, final de novembro, nada aconteceu”, criticou. Para Capitão Wagner, o “Governo parece que não respeita a opinião pública, pois ele mentiu quando prometeu que o hospital seria inaugurado e não cumpriu”, disse.

Os investimentos de R$ 147 milhões para a construção e aparelhamento do hospital também foram ressaltados pelo parlamentar. Segundo ele, apesar de ter sido oficialmente inaugurado há dois anos, o equipamento ainda não possui alvará de funcionamento.

Em aparte, o deputado Tomaz Holanda (PMDB) informou já ter denunciado a falta de alvará em pronunciamento na semana passada. O parlamentar disse que já foi impedido de entrar no hospital para verificar a estrutura física e os aparelhos. “Isso é uma vergonha. Quantas vidas já foram perdidas porque esse hospital não funciona?”, criticou, lembrando que os concursados aprovados para compor o corpo funcional do hospital ainda não foram convocados.

PE/GS

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