Capitão Wagner critica mensagem que direciona recurso para publicidade
Por ALECE24/02/2016 16:06 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Capitão Wagner (PR) criticou, durante o segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (24/02), a mensagem do Poder Executivo que autoriza o direcionamento de R$ 19,5 milhões para gastos em publicidade do Governo do Estado. De acordo com ele, uma mensagem como essa em tempos de crise na saúde, na segurança e na área hídrica “só demonstra que a prioridade do Governo não é o povo cearense”.
O parlamentar pontuou diversas promessas feitas pelo governador que não foram cumpridas. Entre elas, a reestruturação salarial da Polícia Civil, em razão do nível superior exigido no concurso; a equiparação salarial dos policiais e bombeiros militares à média do Nordeste e o lançamento de edital para concurso para a Polícia Militar.
Capitão Wagner lembrou que os parlamentares da base governista e aliados cobraram a aprovação, por parte da oposição, das mensagens que tratavam do reajuste e da criação de novos tributos na AL. “Lembro que votei contra, mesmo com o argumento de que os novos tributos serviriam para realizar os reajustes. Como previ, a mensagem foi aprovada, e nada aconteceu”, disse.
O parlamentar criticou ainda o diálogo como marca desse Governo. “O diálogo é muito bom para iniciar uma negociação, mas quando se mantém apenas no campo do diálogo, vira conversa fiada”, criticou.
O deputado informou ainda que um requerimento, de sua autoria, solicitando a presença do governador na AL para prestar esclarecimentos sobre todas essas questões será votado na sessão plenária de amanhã.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) elogiou a crítica de Capitão Wagner e frisou que o alerta servirá para que todos fiquem atentos à votação da mensagem na sessão de amanhã.
Já o deputado Tin Gomes (PHS) lembrou que, ao passo que “produtos supérfluos” tiveram seus impostos reajustados, produtos de necessidade básica se mantiveram isentos. “Houve um equilíbrio nesse sentido que foi fundamental para as classes menos favorecidas, e isso ninguém lembra de exaltar”, defendeu.
PE/AT
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