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Capitão Wagner defende investimentos em frotinhas

Por ALECE
15/07/2015 14:35 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Capitão Wagner (PR) voltou a tratar da crise na saúde pública no estado do Ceará. O parlamentar, que falou no primeiro expediente da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (15/07), comentou a construção do anexo do Instituto Dr. José Frota, o IJF 2. Para ele, “equipar e realizar a manutenção dos frotinhas (hospitais municipais) já existentes trariam benefícios mais imediatos à população”

Capitão Wagner explicou que a falta de medicamentos é a principal reclamação dos gestores dos principais hospitais do Estado e da Capital. Conforme observou, a falta de medicamentos tem contribuído na redução do número de transplantes realizados. O deputado lembrou que o Ceará foi o Estado que mais realizou transplantes de todos os tipos nos últimos anos, mas esse índice caiu 12,6% nos seis primeiros meses de 2015.

O parlamentar comentou ainda as filas de pacientes no IJF e a afirmação do deputado Carlos Matos (PSDB) de que 53% das pessoas na fila de espera do IJF não deveriam estar lá, e sim em locais próprios para atendimento básico.

“A realidade dos hospitais municipais também tem um peso na lotação dos grandes hospitais”, pontuou. Segundo Capitão Wagner, o Frotinha da Parangaba, por exemplo, está em obra há dois anos. “Se o hospital já tivesse sido entregue à população, a situação seria diferente”, acrescentou.

Em aparte, os deputados Dr. Santana (PT), Dra. Silvana (PMDB) e Carlos Matos (PSDB) também lamentaram a situação.

De acordo com Dr. Santana, a escassez de medicamentos põe em risco os transplantes realizados. “Os medicamentos também servem para que o organismo se adapte e não rejeite o órgão implantado, então é muito perigoso deixar esses pacientes sem os remédios”, alertou.

Dra. Silvana cobrou que mais parlamentares visitem os hospitais para poder defender os pacientes com mais propriedade. “Outro dia, em visita o IJF, conheci uma mulher que estava há quatro dias na fila e estava satisfeita, só por saber que será atendida em algum momento. É um absurdo.”

Já Carlos Matos disse que o Estado precisa de uma agenda concreta para a saúde. “Não podemos ver essas superlotações e achar tudo normal”, afirmou.

O deputado José Sarto (Pros) falou sobre o Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec). Conforme observou, o Issec “não é um plano de saúde, logo, a rigor, o Estado não tem nenhuma obrigação sobre ele”.

De acordo com José Sarto, o desconto referente ao Issec nas folhas de pagamento “é previdenciário e, mesmo assim, o Estado ainda vem prestando auxílio aos servidores por saber que merecem”, pontuou.
PE/AT

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