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Capitão Wagner externa preocupação dos médicos com serviço de saúde

Por ALECE
25/11/2015 14:34 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) externou, nesta quarta-feira (25/11), no primeiro expediente da sessão plenária, a preocupação do Sindicato dos Médicos do Ceará. Segundo o parlamentar, os profissionais que estiveram hoje pela manhã na AL querem maior pressão por parte do Legislativo para que o Governo, por meio da Secretaria de Saúde, “adote medidas cabíveis para tirar o Estado da situação calamitosa” na área.

Médicos, estudantes e profissionais da saúde estarão mobilizados, nesta sexta-feira (27/11), a partir das 15h, em frente ao Palácio da Abolição, sede do Governo do Ceará.

Com base no panfleto do sindicado da categoria, o parlamentar informou que pesquisas realizadas nas unidades de saúde revelam a insatisfação de pacientes com a demora nas consultas e exames. Ainda de acordo com o documento, o deputado disse que existem cerca de 19 mil pessoas aguardando cirurgias eletivas. Os dados datam de julho de 2015. A média de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais totalizam 355.

“A gente tem registro de que, em um plantão médico de 12h, ocorreram 13 óbitos no HGF. E faltam insumos básicos, um desespero muito grande com os profissionais de saúde”, disse. De acordo com capitão Wagner, esses profissionais têm um conhecimento técnico, estão preparados, mas falta o básico para os procedimentos. O parlamentar acrescentou que o “Sindicato já procurou o Governo do Estado e propôs soluções para resolver o caos, mas infelizmente nada aconteceu.

Na opinião de Capitão Wagner, além da falta dos recursos, há má gestão. “Tem relatos de que a auditoria que está sendo feita no Samu (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência) já comprovou recebimento (de proventos) por parte de funcionários fantasmas e licitações em que os produtos não foram entregues e foram pagos. Há diversas irregularidades na gestão da saúde”, acrescentou.

O deputado Audic Mota (PMDB) lembrou que, na terça-feira (24/11), a equipe do HGF se reuniu para fechar a UTI do hospital. “Se fechar, é efeito cascata em toda a rede de saúde. É cortar o pescoço da rede de saúde. Esses pacientes vão para onde?”, questionou. “Parece que o Governo do Estado está anestesiado, fazendo crer que a saúde anda bem, quando, na verdade, é um desastre”, endossou.

O deputado Agenor Neto (PMDB) observou que o problema é gerência dos recursos, uma vez que o deputado Ivo Gomes (Pros), irmão do ex-governador e que participou da atual gestão, assegurou que dinheiro tinha. “Pensei que os líderes (do Governo) e o governador fossem rebater e desmentir. Sinal que é verdade. Então, dinheiro tem. É muita crueldade desse Governo ver pessoas morrerem e não fazer nada”, lamentou.
LS/AT

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