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Capitão Wagner pede revisão de concurso para professor municipal

Por ALECE
17/09/2015 14:33 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) pediu, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (17/09), a revisão de concurso da Prefeitura da Capital para a contratação de professores efetivos, realizado pelo Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos de Fortaleza (Imparh). Segundo ele, foram identificadas muitas falhas no certame, provocando a eliminação de quase 90% dos candidatos na primeira fase.

De acordo com Capitão Wagner, falhas também foram identificadas em outro concurso realizado para conselheiros tutelares, de responsabilidade do mesmo instituto municipal. “Foram aprovados candidatos que não obtiveram o conceito adequado, enquanto outros com melhores notas foram reprovados”, salientou.

O parlamentar criticou ainda a Prefeitura de Fortaleza por, antes de ter concluído o concurso para professores efetivos, já ter lançado edital para um certame visando à contratação de professores temporários. Para ele, professores contratados de forma precária não podem ter o mesmo rendimento dos efetivos.

O parlamentar informou que os candidatos que se sentiram prejudicados no atual concurso recorreram à Defensoria Pública, em busca de uma solução. “Há diversas questões de múltipla escola que deveriam ser anuladas, por terem mais de uma resposta correta”, assinalou o deputado, apontando a opinião “de renomados professores de cursinhos preparatórios”.

O deputado citou o caso de um candidato que havia acertado 16 questões de conhecimentos específicos e, no gabarito oficial, teria zerado. “A Prefeitura lançou uma nota, dizendo que há ainda possibilidade de recurso dos gabaritos, mas é preciso que isso se resolva de forma efetiva, para que não pairem dúvidas quanto à lisura do concurso. “São 10 mil inscritos para 960 vagas, mas pouco mais de mil se classificaram para a segunda fase. Será que os candidatos são tão ruins assim”?

Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou irrestrita solidariedade com os candidatos. O parlamentar espera que sejam dirimidas todas as falhas do concurso. “Se a Prefeitura não retroceder, que a Justiça seja feita e o dano reparado”, observou.

O deputado Audic Mota (PMDB) disse que o ponto principal do pronunciamento de Capitão Wagner é a crítica à terceirização, com a Prefeitura realizando concurso para contratos temporários. “Isso precariza demais a relação, com contratos que não pagam devidamente os trabalhadores”, assinalou.

A deputada Dra. Silvana (PMDB) considerou que os concursos não devem mais ficar sob a responsabilidade do Imparh. “Quem não consegue elaborar uma questão corretamente não tem condições de avaliar nenhuma".

O deputado Elmano Freitas (PT) afirmou que são 11 mil professores no município e, rotineiramente, cerca de mil tiram licença de forma sistemática. “Também serão necessários professores temporários para cobrir eventuais ausências dos titulares”, afirmou. Ele defendeu que as provas sejam revistas, para que a segunda fase tenha as pessoas mais qualificadas disputando as vagas.
JS/AT

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