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Capitão Wagner questiona afastamento de policiais militares

Por ALECE
26/08/2015 15:27 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) questionou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (26/08), as possíveis exonerações de dois policiais militares do Estado. Segundo o parlamentar, a Casa Militar do Governo do Estado pode ter interferido no caso de afastamento do major da Polícia Militar e presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (Assof/CE), Plauto de Lima, do cargo que ocupava junto à Assessoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), e do major do Corpo de Bombeiros Luiz Onofre.

De acordo com Capitão Wagner, as informações passadas sobre o major Plauto de Lima seriam de que o ato ocorreu em razão da incompatibilidade entre sua função como presidente da Assof e seu cargo no TJCE. “Coincidência ou não, recentemente o major Plauto cobrou publicamente do governador Camilo Santana algumas posturas em relação às promessas de campanha para a segurança pública. O que tem acontecido é que a assessoria do governador na Casa Militar tem agido para retaliar qualquer discurso que cobre o Governo do Estado”, salientou o deputado.

Em relação ao afastamento do major do Corpo de Bombeiros Luiz Onofre, que desempenhava trabalhos junto aos idosos, Capitão Wagner relatou que o major havia cobrado esclarecimentos sobre a reforma do Abrigo Olavo Bilac, dedicado a idosos.

“Decepciona-me muito que esse tipo de postura do passado volte a se manifestar dentro da estrutura de segurança pública do Estado. Se o governador não tem nada a ver com isso, é bom que ele abra os olhos, porque assessores diretos dele têm agido dessa forma”, alertou o republicano.

Em aparte, o deputado Júlio César Filho (PTN) repudiou qualquer ato de perseguição que possa estar acontecendo no Governo do Estado e comentou a situação do major Plauto de Lima. “O major Plauto continua fazendo parte da Corporação. Como ele exercia um cargo comissionado no TJCE, que é de confiança, ele poderia deixar esse cargo a pedido do Tribunal, pois a presidência tem o poder e o peso de escolher ou afastar os oficiais. Portanto, isento o governador de responsabilidade nessa questão específica”, assinalou o deputado.
RG/AT              

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