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Capitão Wagner reclama da insegurança e da queda no comércio de Fortaleza

Por ALECE
19/08/2015 14:03 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Capitão Wagner (PR) Dep. Capitão Wagner (PR) - Foto: Máximo Moura

O deputado Capitão Wagner (PR) afirmou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/08), que a insegurança vem afetando vendas no comércio e os principais pontos turísticos em Fortaleza.

O parlamentar disse que é grande a reivindicação dos comerciantes por mais segurança em razão da redução do movimento em alguns locais. Ele citou o Centro das Tapioqueiras, em Messejana, que teve queda de 80% no movimento, gerando redução do número de empregos. O deputado lembrou que o local é um ponto de visitação não só de turistas, mas de todos os cearenses, por ser referência de comida típica.

“Acho que esse baque na economia tem a ver com dois fatores: tem muito a ver com a beleza da cidade, mas Fortaleza hoje é uma cidade feia, suja. Outra questão é a insegurança pública, que é muito grande no nosso Estado e em Fortaleza. Apesar da redução do número de homicídios, há um clamor popular muito grande para que se reduza o número de assaltos. Essas ações a cada dia se intensificam e acabam afastando o turista”, relatou.

Capitão Wagner apontou a segurança pública como um dos fatores que levam ao não retorno do turista, bem como à propagação da violência no Estado.

O parlamentar disse que a Beira Mar é palco diário de ataques a turistas e moradores que fazem caminhadas, por conta da inércia do Poder Público. O deputado lembrou também que a Praia de Iracema se tornou ponto de usuários de drogas, prostituição e de abandono do Poder Público, pois a população se depara com todo tipo de sujeira. “Um local que foi de diversão, infelizmente, encontra-se totalmente abandonado”, disse.

O parlamentar sugeriu ainda que os guardas municipais, que agora passam a exercer a fiscalização de trânsito, sejam treinados para dar segurança, sobretudo nas escolas municipais.  

Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que o assunto abordado retrata a realidade. “Defendemos que a guarda municipal seja uma força auxiliar da Polícia Militar, mas ela será utilizada na aplicação de multas de trânsito. Acho que para aplicar esse tipo de pena a Prefeitura deveria abrir concurso e alocar essas pessoas na AMC. Em minha opinião, é desvio de função”, disse.
LS/AT

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