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Carlomano Marques pede retratação de jornalista

Por ALECE
22/02/2013 14:30 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Carlomano Marques (PMDB) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Carlomano Marques (PMDB) pediu, nesta sexta-feira (22/02), durante o primeiro expediente da sessão plenária, a retratação da jornalista Regina Ribeiro pelo artigo de sua autoria intitulado Ópera-Bufa, publicado na edição de hoje do jornal O Povo. Segundo ele, o texto não condiz com a verdade dos fatos quando destaca o envolvimento do parlamentar em episódios passados na Casa, “além de estar completamente desconectado da lógica aristotélica, do período helênico, e de como se divide a história”.

“É uma pérola de desinformação, um reducionismo”, avaliou, defendendo que o texto seja analisado pelo ombudsman do jornal, Erivaldo Carvalho. 

Sobre as críticas feitas pela jornalista à defesa realizada pelo parlamentar no processo de cassação de seu mandato que tramita na Justiça Eleitoral, ele afirmou que a jornalista julga saber mais que os tribunais competentes. “Ela diz que eu não fiz a defesa, então ela não ouviu. Eu fiz a diferença entre crime eleitoral, captação ilícita de voto, poder econômico e poder político. Acredito que ela não ouviu, se ouviu, não entendeu e se entendeu, não processou. Querer esquecer a jurisprudência do STJ e STF é um atrevimento sem pé nem cabeça”, acrescentou.

O parlamentar disse ainda que, no artigo, a jornalista se equivoca ao lembrar que o peemedebista requereu da Mesa Diretora um equipamento para medir a virilidade dos colegas da Casa por desconfiar que pelo menos um deles não passaria no teste. Segundo ele, quem pediu o equipamento foi o ex-deputado Domingos Pontes. “Portanto, desinformada”, disse.

Ele finalizou afirmando que o artigo não está à altura do jornal e, numa referência às palavras de Rui Barbosa, destacou a necessidade de o jornalista ter uma consciência democrática. “Ele (jornalista) forma a opinião dos conceitos de ética, por isso que a imprensa é fundamental na democracia, interpretando os fatos; então é preciso mais cautela. Você tem que conferir o que está escrevendo e saber se aquela definição é verdade. Só assim a imprensa se fortalece e acumula credibilidade”, pontuou.

LS/CG

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