Carlomano se defende na tribuna da AL e diz que não cometeu crime
Por ALECE19/02/2013 15:48 | Atualizado há 9 meses
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Durante pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (19/02), o deputado Carlomano Marques (PMDB) apresentou sua defesa no processo de cassação de seu mandato, que tramita na Justiça Eleitoral. Ele abriu sua fala afirmando que ódio se combate com amor. Beijando a tribuna, disse que o púlpito é a sua vida. “A minha vida é escalar o Everest. Matar leão é café pequeno”. O parlamentar afirmou que não cometeu nenhum crime, assim como também inocentou a sua irmã, a vereadora de Fortaleza, Magaly Marques (PMDB).
De acordo com o deputado, o que aconteceu foi apenas um ato médico que não teve nenhum objetivo eleitoral. Segundo declarou, Magaly teria sido procurada por um jovem, no seu comitê, para se consultar. Ele alegou que estava sofrendo dores no ombro e na mão, por ser digitador. A vereadora, que também é médica “há 30 anos”, consultou e fez encaminhamento ao especialista. Ao final, foi-lhe pedido um atestado médico, que ela concedeu, e o jovem teria perguntado quem era o homem em uma foto exposta no comitê. Neste momento, ela respondeu que seu irmão Carlomano era candidato a deputado estadual, e pediu para que o paciente votasse nele. Dessa forma, não estaria configurada qualquer compra de voto.
Carlomano disse que as peças apresentadas como prova no processo não deveriam ser consideradas válidas, porque estariam contaminadas de ilegalidades, haja vista que foram produzidas de forma irregular, pois o repórter do jornal O Povo teria se passado por outra pessoa.
“O que aconteceu é que Magaly é minha cabo eleitoral, organiza o comitê e faz reuniões. Por 13 vezes consecutivas, nos elegemos. Quando o fato aconteceu, eu estava no Aracati, em uma audiência pública, quando ela foi ao meu comitê, que funcionava na casa do meu pai”, disse. Quando passou lá, chegou um rapaz, afirmando que estava com dor na mão e no ombro. Ela foi para a ação médica, fez as perguntas, medicou, deu o atestado médico a pedido do paciente e encaminhou para o especialista", explicou o parlamentar.
“André Teixeira era um rapaz jovem, quis um furo, fez uma fraude, mas eu não guardo ódio por esse rapaz. Tenho certeza de que, quando ele fez isso, jamais esperava as consequências dos desdobramentos. Não cometi nenhum crime, nem eu nem a Magaly”, enfatizou.
Carlomano ressaltou, ainda, que quer o julgamento do mérito do processo o mais rápido possível, porque tem certeza do futuro reconhecimento da sua inocência pela Justiça. “Não quero empurrar com a barriga, quero o julgamento o mais rápido possível. O que aconteceu comigo foi uma cama de gato. Não tem quem não caia. Vou quarta-feira pedir com ardor para que dentro do justo tempo julguem o mérito, porque quero mostrar para o Ceará que não cometi crime”.
Durante o pronunciamento, Carlomano Marques recebeu apoio, em apartes, dos deputados José Sarto (PSB), Lucílvio Girão (PMDB), Dra. Silvana (PMDB), Roberto Mesquita (PV), Ferreira Aragão (PDT), Idemar Citó (DEM), Leonardo Pinheiro (PSD), Neto Nunes (PMDB), Osmar Baquit (PSD) e Sérgio Aguiar (PSB).
JS/CG
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