Oradores

Carlos Matos cobra agenda mais efetiva de políticas hídricas pelo Governo

Por ALECE
20/11/2018 15:36 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Carlos Matos Deputado Carlos Matos - Foto: Edson Júnior Pio

O deputado Carlos Matos (PSDB) defendeu, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (20/11), uma agenda de políticas públicas mais efetivas por parte do Governo em relação à segurança hídrica do Estado. Segundo o parlamentar, 2019 se avizinha com previsões altas de continuidade da estiagem no Ceará, enquanto a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) apresenta drásticas reduções de recursos para a convivência com a seca.

Para o deputado, ainda falta uma visão do Executivo estadual sobre a importância da área de recursos hídricos como um elemento estratégico nas políticas públicas de um governo.“Não temos um plano estruturado de mitigação dos efeitos climáticos. Não temos nenhum fundo que possa cobrir perdas econômicas com possíveis problemas de irrigação, então é muito importante criarmos uma agenda estratégica para 2019 de políticas hídricas”, salientou Carlos Matos.

O parlamentar destacou que a Assembleia Legislativa deu uma importante contribuição ao debate com o trabalho desenvolvido pela Comissão Especial de Acompanhamento das Obras do Rio São Francisco, mas lamentou que muitas das 24 propostas apresentadas pelo colegiado ao Governo do Estado para amenizar os efeitos da seca sequer tenham sido analisadas.

“O Ceará avançou muito nos últimos anos nessa área, mas precisamos formular novas políticas públicas, não mais centradas na oferta, mas sim na demanda”, apontou o deputado.

Carlos Matos também comentou sobre a decisão do governo de Cuba de abandonar o programa Mais Médicos no Brasil, após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro. “Acho esse programa uma vergonha, fazendo com que o Brasil endosse a escravidão, já que médicos largam suas famílias e País para ganhar uma miséria aqui e financiados pelo governo brasileiro”, criticou o parlamentar.

Ainda de acordo com ele, Cuba recebeu bilhões e trata o Brasil de forma desrespeitosa ao romper um programa de forma unilateral com um governo que nem assumiu ainda. “Quando um governo faz política pública sem lastro, por pura politicagem, ele fica vulnerável a esse tipo de coisa”, lamentou.

RG/AT

Veja também