Carlos Matos critica ações do Governo Estadual de combate à seca
Por ALECE30/09/2015 15:09 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Carlos Matos (PSDB) fez pronunciamento, nesta quarta-feira (30/09), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para abordar a crise hídrica do Estado. Ele afirmou que o programa de ações de combate à seca “é apenas mais do mesmo” e que está havendo baixa execução de obras hídricas, por conta de corte dos orçamentos.
“Boa parte dos açudes está com pouca água e de baixa qualidade. Há 109 municípios abastecidos com carro-pipa, e mais 37 passarão a ser abastecidos por esse sistema até o final do ano. O mais grave é que dois terços da água estão contaminados, agravando a situação de saúde do Estado”, frisou.
Carlos Matos lembrou que, em 2001, quando secretário de Recursos Hídricos, criou o mercado de água, que foi referência nacional, que visava garantir a economia de água. “De lá para cá, quase nada foi feito. Produtores não receberam recursos para assegurar a economia de água”, pontuou.
O tucano disse que há 2.500 poços para executar, porque as empresas que ganharam licitação estão desistindo, por não terem capacidade. “Só mil poços serão perfurados. É importante que seja acelerado esse projeto”, sugeriu.
O parlamentar afirmou que o jornal o Povo traz, na edição de hoje, a informação de que os efeitos da seca estão chegando aos açudes da Região Metropolitana. “E nada foi feito para conscientizar sobre o consumo racional de água. Temos o uso perdulário. Vamos esperar que o colapso chegue? Nada foi feito com relação ao rastreamento dos grandes consumidores”, avaliou.
De acordo com o deputado, a Secretaria de Recursos Hídricos foi criada em 1987, e nenhum concurso de pessoal foi feito para o órgão, que “abrange uma área que é estratégica do Ceará”. Carlos Matos apontou algumas ações que deveriam ter sido realizadas, como reúso da água de esgoto e utilização de dessalinizadores. Ele informou que apresentou requerimento pedindo informações ao Governo Estadual sobre as obras em andamento para minorar os efeitos da seca.
Carlos Matos também fez a defesa da Controladoria Geral da União, que estaria ameaçada de rebaixamento do status de ministério. “Querem matar a vaca para acabar o carrapato. Querem levar a CGU para a Casa Civil. É uma tramoia que está sendo montada. Todos temos o dever moral de pedir esclarecimento”, pontuou.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) disse que preparou uma moção de apoio à luta dos servidores da CGU contra a extinção do órgão. O deputado João Jaime (DEM) também criticou a medida.
O deputado Zé Ailton Brasil (PP) informou que a Secretaria de Recursos perfurou 470 poços e construiu 20 adutoras de engate rápido. E ainda serão perfurados mais 1.900 poços profundos. “Há sim um planejamento que está em curso. No leilão reverso foram definidos 510 projetos de abastecimento em áreas rurais. O deputado Leonardo Pinheiro (PSD) disse que o Exército Brasileiro também está fazendo o transporte da água.
O deputado Elmano Freitas (PT) explicou que, se não há poços em número suficiente hoje, “houve quem governou por 20 anos e não fez esses poços, que hoje estão sendo cavados”.
JS/CG
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