Carlos Matos critica violência na greve de trabalhadores da construção civil
Por ALECE20/07/2017 14:15 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Carlos Matos (PSDB) cobrou, nesta quinta-feira (20/07), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, atuação firme do Governo do Estado para conter a violência durante a greve dos trabalhadores da construção civil da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Segundo ele, os empresários estão em pânico, esperando a ação do Estado e da Polícia. A paralisação iniciou no último dia 6 de julho.
“O que se diz é que o Governo não toma uma atitude porque não quer entrar, ser mal visto pelos trabalhadores. Na verdade, ele está sendo mal visto por todos – pelos empresários, trabalhadores e como inoperante por deixar que a desordem campeie em nosso Estado. Isso é inadmissível”, contestou.
O parlamentar justificou a cobrança, argumentando que o Governo destina R$ 2,2 bilhões na segurança pública, de um orçamento de R$ 24 bilhões. “Não podermos contar com o aparato policial para assegurar a ordem pública é um absurdo", acrescentou.
O deputado deixou claro que o vigor de uma democracia se dá quando é permitida a greve e os trabalhadores possam reivindicar seus direitos. Mas “tolerar a violência e pessoas infiltradas sendo chamadas de trabalhadores, que agridem os próprios trabalhadores em nome de uma greve, isso não é aceitável”, afirmou.
Conforme o parlamentar, a construção civil gera 70 mil empregos no Ceará, por ano, e tem potencial para 100 mil. “Uma crise que nós estamos vivendo, se não facilitamos a vida para que as empresas possam continuar gerando trabalho, vamos inibir o investimento”, ponderou.
Carlos Matos também criticou o aumento da violência dos últimos anos, no Estado. Segundo ele, o Ceará registrou um crescimento populacional de 31%, de 1996 a 2015 e, por consequência, um aumento da criminalidade. “Neste mesmo período, a taxa de homicídios cresceu 871%. O principal indicador da violência é a taxa de homicídios”, informou.
Carlos Matos disse que a problemática requer estratégias em vez de investimentos em viaturas e estruturas. “Queremos atitudes. Não é de carros, helicópteros, não é de estrutura. Precisamos de estratégias, de políticas públicas corretas”, destacou.
O deputado lembrou que Fortaleza era a 23ª cidade menos violenta do País, tornou-se a mais violenta, saindo de 11% por 100 mil habitantes para 63%. “Estamos num caos, numa epidemia da segurança pública”, disse. Para Carlos Matos a tese de que a culpa é do Governo Federal não é válida.
Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) afirmou que os números apresentados refletem a realidade dos fatos. “Existe clima de medo que paira sobre essa cidade”, assinalou.
Já odeputado Heitor Férrer (PSB) observou que o ex-governador Cid se elegeu com a promessa de que combateria a violência “com o famigerado programa Ronda do Quarteirão”. “Achávamos que a violência iria ser combatida e derrotada, mas terminou com índices piores do que quando entrou. Foi mera ilusão. Estamos numa área epidêmica de violência”, pontuou.
LS/AT
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