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Carlos Matos defende atuação mais forte no enfrentamento da chikungunya

Por ALECE
28/06/2017 15:15 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Carlos Matos Deputado Carlos Matos - Foto: Máximo Moura

O deputado Carlos Matos (PSDB) cobrou, nesta quarta-feira (28/06), durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, atuação mais firme por parte do Governo do Estado no combate da chikungunya. “Está havendo omissão. O problema exige uma atuação diferenciada, mais forte”, avaliou.

O parlamentar criticou o baixo número de visitas pelos agentes às residências. “O Governo do Estado tenta iludir dizendo que 90% dos focos estão nas residências. É obvio, mas não compete ao dono da residência resolver o problema. O sistema de saúde do Estado deve ser gerido pelo Poder Público. Por isso as autoridades competentes devem visitar as casas com agentes credenciados”, disse.

O parlamentar, que lidera a Frente Parlamentar de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti, relatou que pode acompanhar as ações realizadas no estado de Goiás, informando que são feitas 12 visitas ao ano. Nos municípios onde o problema foi sanado, como o de Pedra Branca, foram 10 visitas por ano.

Carlos Matos, na qualidade de presidente do Colegiado, lembrou que contou com o apoio de infectologistas nacionais, que aconselharam ter um mínimo de 10 visitas. A orientação, porém, não foi seguida pela Secretaria de Saúde do Estado, estabelecendo apenas seis monitoramentos nas casas. “Como a Secretaria de Saúde não concordou, chegamos a um acordo de que seriam nove visitas. Fui surpreendido que só seriam seis visitas, enganando a população”, afirmou.

O tucano também condenou o prazo para conceder incentivo às cidades que consigam destaque em vigilância e prevenção das arboviroses até dezembro. “O Governo deu R$ 10 milhões para serem pagos em 2018. Isso é um cinismo. Não é tratamento para epidemia. A situação é agora, as pessoas estão morrendo agora. Os hospitais estão superlotados é agora”, protestou.

De acordo com ele, todo o recurso referente ao ano passado para o combate ao mosquito foi de R$ 2,5 milhões, de um orçamento de R$ 24 bilhões. “Isso é prioridade?”, questionou.

Em aparte, os deputados Odilon Aguiar (PMB) e Danniel Oliveira (PMDB) endossaram o pronunciamento, destacando a relevância do assunto. Odilon afirmou que há um “descaso” do Governo com relação à saúde e externou preocupação com os idosos afetados.

Danniel Oliveira (PMDB) disse que não será com “falsas promessas que resolverá o problema.” Para ele, a solução para enfrentar o mosquito “é simples”, basta trazer experiências exitosas em municípios como o de Pedra Branca. “É falta de investimento e informação”, apontou.

Já o deputado Tomaz Holanda (PPS) contestou a comparação com o estado de Goiás. “Goiás não é um grande exemplo para essa questão, pela proporcionalidade, e os casos que existem em Goiás e no Ceará”, argumentou.

LS/AT

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