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Carlos Matos destaca postura do PSDB ao assumir erros em programa de TV

Por ALECE
22/08/2017 15:32 | Atualizado há 10 meses

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Deputado Carlos Matos Deputado Carlos Matos - Foto: Paulo Rocha

O deputado Carlos Matos (PSDB) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (22/08), um momento de reflexão da sociedade brasileira em relação ao modelo político adotado no País, que, na avaliação dele, está desgastado. O parlamentar destacou que seu partido teve a coragem de propor uma reflexão ao assumir erros em seu programa partidário de TV, veiculado na última semana.

De acordo com Carlos Matos, o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), assumiu a postura de um grande líder ao dar o aval para a veiculação do programa, que apontou erros e acertos da sigla e questionou o modelo atual de política brasileira.

“A postura dele gerou muitas discórdias dentro do PSDB em nível nacional, mas ele teve a firmeza de bancar esse posicionamento, entendendo que é muito importante que os partidos políticos estejam sintonizados com o que pensa a sociedade brasileira”, salientou.

Para o parlamentar, os partidos precisam ser mais proativos nas discussões sobre o momento político do País. Carlos Matos disse que se sente orgulhoso de fazer parte de um partido que reconhece sua culpa. “Enquanto alguns partidos tentam passar uma imagem de que acertam em tudo e nunca fazem mea-culpa, o PSDB reconhece que precisa se desculpar com o povo brasileiro porque alguns dos seus membros desviaram suas condutas”, acrescentou.

Em aparte, a deputada Fernanda Pessoa (PR) considerou que o senador Tasso é um homem íntegro e que, como presidente interino do PSDB, assumiu um posicionamento muito nobre perante a sociedade brasileira.

O deputado Tomaz Holanda (PPS) também elogiou a conduta pública de Tasso Jereissati. “É um homem de bem, um exemplo de gestor público e é tudo o que a população brasileira espera de um grande legislador”, assinalou.

Já o deputado Heitor Férrer (PSB) avaliou que quem é líder traz admiradores e opositores e que o senador Tasso apresenta esses dois lados.

“Acredito que um político que, no seu legítimo exercício de homem público, não criou inimigos, ele não exerceu o seu papel direito. E se o Tasso, internamente, conseguiu contrariar aliados, isso é bom, pois ele está se colocando contra o status quo do partido”, pontuou Heitor.

RG/AT

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