Oradores

Carlos Matos propõe dessalinizar água do mar para abastecimento hídrico

Por ALECE
09/08/2017 15:07 | Atualizado há 10 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Carlos Matos Deputado Carlos Matos - Foto: Máximo Moura

O deputado Carlos Matos (PSDB) abordou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (09/08), a questão do uso da água no Ceará. De acordo com ele, apenas a transposição do rio São Francisco não irá resolver o problema. “É preciso começar a pensar em dessalinizar água do mar”, sugeriu.

O parlamentar comentou que o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley, esteve reunido com o presidente da AL, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), ontem (08/08), discutindo parcerias entre Israel e o Ceará, e, entre estas, a possibilidade de instalação de usinas dessalinizadoras no Estado como um das medidas para garantir o abastecimento hídrico do Ceará.

Com as dessalinizadoras, conforme Carlos Matos, seria possível direcionar as águas do açude Castanhão, por exemplo, apenas para o abastecimento do interior do Estado, enquanto Capital e Região Metropolitana seriam abastecidas com água do mar.  

O tucano levantou, entretanto, a questão da estrutura institucional que manteria as usinas. De acordo com o deputado, o Estado não tem condições de manter um empreendimento desse porte. “Uma dessalinizadora é uma estrutura complexa e de alto custo, que não combina com a estrutura lenta e burocrática do nosso Estado”, considerou.

Carlos Matos ponderou que o empreendimento deveria ser entregue à iniciativa privada ou, como indicado no encontro de ontem, aos israelenses. “Na reunião, o embaixador disse que Israel quer investir em regiões pobres do Brasil, então isso demonstra seu interesse e compromisso com nosso desenvolvimento”, lembrou.

Em aparte, o deputado Capitão Wagner (PR) informou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB/SP), cedeu “superbombas”, que serão capazes de trazer a água do rio São Francisco mais rapidamente ao Ceará. De acordo com ele, as bombas já foram utilizadas com êxito no ramal que leva a água do São Francisco à Paraíba.

Capitão Wagner lembrou que os equipamentos também foram utilizados na crise hídrica que se instalou em São Paulo há três anos. “É importante que isso seja dito, porque acho que ninguém está sabendo. É uma grande atitude de São Paulo e deve ser reconhecida”, assinalou.

PE/AT

Veja também