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Carlos Matos ressalta manifestações de domingo contra Governo

Por ALECE
18/08/2015 15:00 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Carlos Matos (PSDB) Dep. Carlos Matos (PSDB) - Foto: Máximo Moura

O deputado Carlos Matos (PSDB) destacou, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (18/08), as manifestações de domingo (16/08) nos estados brasileiros contra o Governo. Para o parlamentar, um candidato que faz promessas e não cumpre quando é eleito deveria perder o mandato. “A presidente Dilma Roussef prometeu que jamais iria tirar direito dos trabalhadores e, agora, está retirando. Nós, políticos, não podemos ser omissos”, apontou.

O deputado ressaltou que os políticos que apoiam o Governo são cúmplices e não estão fazendo as denúncias que deveriam, para defender o PT. “Sei que tem gente honrada no PT que, para salvar o partido, não fala, mas não podemos nos omitir. É preciso separar a verdade da mentira”, assinalou.

Carlos Matos destacou ainda a declaração do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, para defender o governo petista. “Ele falou que a sociedade deveria ir às ruas entrincheirada, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente Dilma. Essa é uma confissão de erro e falta de legitimidade”, salientou.

O parlamentar frisou que vai fazer um requerimento pedindo explicações de Vagner Freitas sobre suas declarações. “Quero que ele se explique melhor”, assinalou.

Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) lamentou que alguns jornais e setores da imprensa tentem transformar as manifestações ocorridas contra o governo do PT em “manifestações de pessoas ricas”. “Alguns setores da imprensa tentam dizer que só quem vai às ruas contra o PT são os ricos, e criam pegadinhas em entrevistas forçadas. A verdade é que todos foram às ruas e é legítimo que o povo proteste contra o Governo”, afirmou.

O deputado João Jaime (DEM) destacou que o Governo afirmou que a crise não passaria do primeiro semestre deste ano. “Segundo pesquisas, a crise permanece no segundo semestre do ano subsequente. Não dá mais para continuar com esse governo corrupto e estelionatário. É preciso haver uma solução”, afirmou.

Já o deputado Elmano Freitas (PT) salientou que o presidente da CUT usou força de expressão quando falou em armas. “A frase é infeliz, mas foi uma força de expressão. A arma que precisamos é o debate legal para defender a democracia”, ressaltou.
GM/AT

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