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Cavalcante diz que aumento da violência prejudica convivência socal

Por ALECE
30/10/2013 15:20 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Del Cavalcante (PDT) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Delegado Cavalcante (PDT), em pronunciamento nesta quarta-feira (30/10) na Assembleia Legislativa, afirmou que a violência está assustando o povo e trazendo o estresse para todos. “Isso traz um grande prejuízo para a convivência social”, disse. Para ele, o problema da segurança pública não é da população, mas de um sistema político e social que envelheceu e não se renovou, por ser capitalista e materialista. “Não se tem consideração por ninguém, há falta de amor e não se respeitam mais as famílias”, pontuou.


Para o deputado, os poderes públicos não funcionam, o Ministério Público não tem condições de trabalho, juízes do Interior estão com muitos processos e a Polícia está sem qualificação. “Fortaleza está sitiada. Em cada área quem manda é o traficante, e quem se meter é morto. Os policiais estão se escondendo dos bandidos porque não tem condições de trabalho”, ressaltou.

De acordo com Cavalcante, na 34º DP havia ontem 54 pessoas querendo fazer boletim de ocorrência, “que os policiais chamam de boletim de otário”. O deputado disse que vai entrar com representação junto ao Ministério Público, porque uma pessoa foi testemunha de assassinato e agora está sendo perseguida pelos bandidos. “Eles falaram que iam tocar fogo na casa da testemunha e fizeram isso. Não mataram porque não encontraram, e a Polícia não faz nada”, disse.

Outro caso citado por Cavalcante foi o de um feirante assassinado saindo para trabalhar no Canindezinho, com dois tiros, hoje pela manhã. “Há seis meses teve o carro roubado. Prenderam os bandidos em flagrante. Os meliantes foram soltos, agora se vingaram”, informou.

Delegado Cavalcante revelou ainda que quinze bandidos invadiram uma cidade de 15 mil habitantes e prenderam um policial. Atiraram na viatura, fecharam quatro ruas, sitiaram a cidade e estouraram três caixas-fortes, em 50 minutos. “Depois que os bandidos fugiram, em 15 minutos a Polícia chegou. Já são 70 ações contra bancos este ano, com explosivos privativos das forças armadas”, pontuou ele.

Segundo Cavalcante, “esses absurdos” acontecem todo dia. “O Governo triplicou o número de policiais, comprou viaturas, construiu delegacias e por que o aumento dessa violência”? , questionou o deputado. Para ele, há pouco investimento na preparação dos policiais. O deputado solicitou mais defensores e promotores de justiça em todo o Estado e criticou a abordagem dada ao problema pelos programas policiais.

Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) disse que a culpa não pode ser transferida para os programas policiais, como se fossem esses os responsáveis pela violência. “Nós precisamos modificar a coisa”, disse. O líder do Governo, deputado José Sarto (Pros), disse que convidou o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, para segunda-feira, às 16 horas, vir à Assembleia para buscar um consenso sobre a PEC que institui a carreira de delegado de Polícia Civil. Isso, segundo o líder, é uma resposta às reivindicações da categoria.
JS/CG

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