Danniel Oliveira pede providências para conter aumento de drogas no Interior
Por ALECE29/10/2013 15:17 | Atualizado há 9 meses
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No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (29/10), o deputado Danniel Oliveira (PMDB) externou sua preocupação com o aumento da comercialização e consumo de drogas no Ceará, considerado por ele como o responsável pela maior parte dos crimes ocorridos no Estado. “A minha preocupação é com a juventude que tá se perdendo”, justificou.
O parlamentar defendeu o fortalecimento do policiamento nas fronteiras do estado. Ele enalteceu as operações da Polícia Federal na apreensão de drogas durante esta semana. “Mais uma vez temos que ter a certeza de que o Estado do Ceará não é um produtor de drogas, mas sim do consumo e venda”, disse, cobrando ações contínuas, sobretudo no Interior do Estado. “Precisamos tirar os traficantes no estado e diminuir a criminalidade. Há pesquisas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de que 90% da droga se encontra no Interior”, informou, acrescentando que o Nordeste é o maior consumidor de crack do Brasil.
O deputado elencou alguns de seus projetos relacionados ao assunto aprovados na Casa. Ele citou o que institui no currículo escolar da rede pública do Estado o Programa Educativo sobre Prevenção às Drogas Ilícitas e suas Consequências; o que propõe a criação de Centros Regionalizados no Tratamento de Dependentes Químicos; o que cria o Fundo Estadual de Prevenção, Recuperação e de Combate às Drogas e ao Abuso e o que dispõe sobre os bens apreendidos e adquiridos com produtos de tráfico de drogas ou atividades correlatas.
O parlamentar reportou-se ainda o sequestro de um estudante, no estacionamento da Universidade de Fortaleza (Unifor), na última quinta-feira (24), para alertar para o crescimento da violência na Capital e parabenizar a Polícia que localizou o cativeiro na tarde de domingo (27).
Em aparte, o deputado João Jaime (DEM) endossou as preocupações do parlamentar. “O que deve ter levado a esse crime foram os exemplos dados e a impunidade. Todo dia se vê sequestro, baderna, o que faz com que a juventude caminhe a experimentar o crime. O crime hoje compensa”, analisou.
A deputada Fernanda Pessoa (PR) destacou que o Estado não produz droga, e pediu um olhar especial para as fronteiras por onde entram a droga. O deputado Heitor Férrer (PDT) também acredita que a sensação de impunidade gera os mais variados crimes, “porque as pessoas confiam nessa impunidade”. Ele propôs a permanência do aluno no segundo turno escolar a fim de preservar os estudantes da ação de traficantes.
O deputado Júlio César Filho (PTN) disse que os dados são preocupantes. “Sabemos o problema, o que ocasiona, mas dependemos de uma reforma no judiciário para tornar as penas mais rigorosas”, disse. O deputado Fernando Hugo (SDD) ressaltou a relação entre consumo de droga, especificamente o crack, e o repasse do Bolsa Família. Segundo ele, nos 457 municípios brasileiros foram detectados o mal uso do programa para a compra de crack.
O deputado Ferreira Aragão (PDT) contestou a tese de que o caráter do bandido é moldado de acordo com a condição social. “Ele é bandido porque é preguiçoso, não quer trabalhar. Não é a condição social que faz com que o homem possa se marginalizar”, disse, apontando a necessidade de “mexer na legislação penal” e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
LS/CG
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