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Dedé Teixeira anuncia mobilização para emenda popular sobre reforma política

Por ALECE
11/04/2013 14:44 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Dedé Teixeira (PT) - Foto: Paulo Rocha

O deputado Dedé Teixeira (PT) abriu o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (11/04), afirmando estar decepcionado com o andamento das discussões sobre a reforma política no Congresso Nacional. Ele informou que irá participar de uma mobilização para levantar assinaturas para uma emenda de iniciativa popular que irá propor, entre outras coisas, o fim das coligações proporcionais e do financiamento privado de campanha.

O deputado relatou que esteve em Brasília e acompanhou a tentativa de votação do texto do relator, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), que prevê mudanças nas regras de financiamento de campanha, mas uma manobra de líderes dos partidos tirou o texto da pauta. Dedé Teixeira disse ainda que os deputados federais tentaram votar apenas temas que já são consenso entre os parlamentares, como tirar do dia 1º de janeiro a posse de prefeitos e governadores.

Em aparte, a deputada Rachel Marques (PT) parabenizou a iniciativa da emenda. Ela aproveitou para destacar a presença de representantes do Sindicato dos Professores e Servidores no Estado do Ceará (Apeoc), que vieram à Assembleia para manifestar apoio ao repasse de 100% dos royalties de petróleo para a educação. Segundo Dedé Teixeira, o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em audiência pública, demonstrou apoio a esse repasse total.

Professor Teodoro (PSD) destacou, em aparte, que os recursos dos royalties do petróleo podem demorar cerca de seis anos para começar a ser repassados.

Dedé Teixeira comentou ainda sobre a visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cantor da banda U2, Bono Vox. A reunião aconteceu em Londres e teve como pauta a pobreza e a fome. Lula teria exposto ao cantor que, se fossem somados os recursos destinados para salvar bancos na Europa e Estados Unidos mais aqueles que financiaram a guerra no Iraque, o total seria suficiente para atender a todos os pobres do mundo durante 150 anos.

JM/CG

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