Dedé Teixeira defende maior apoio à pesca e aquicultura do Estado
Por ALECE05/11/2013 14:18 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Dedé Teixeira (PT), em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (05/11) da Assembleia Legislativa, cobrou mais apoio ao setor da pesca e aquicultura. Ele informou que participou de seminário realizado ontem na sede do Labomar, da Universidade Federal do Ceará, para apresentação de projetos nessas áreas. Segundo ele, o evento contou com representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), curso de engenharia de pesca, Labomar, e da Secretaria Estadual da Pesca.
De acordo com Dedé Teixeira, vários cenários foram apresentados para a evolução do setor com o objetivo de construir ideias, projetos e ferramentas, “para colocar na pauta do Ceará a pesca e a aquicultura”. O parlamentar ressaltou que a pesca já representou 90% da produção de pescado no Ceará, mas com o desenvolvimento da aquicultura (criação de pescados em cativeiro), a curva está se invertendo, como no mundo inteiro.
“Esses projetos são para que a gente possa dar um caminho e enfrentar os desafios na pesca da lagosta, produção de tilápia, entre outros que são vocações naturais, mas que infelizmente, pela condução que se deu à política de pesca, não avançaram. Temos técnicos renomados, com o sentimento de ajudar essa atividade. São centenas de açudes públicos para a produção de proteína animal”, disse.
Dedé Teixeira afirmou que o secretário estadual da Pesca, Francisco Sales Oliveira, estava presente ao seminário, demonstrando que o Governo tem todo o interesse em chamar o setor para discutir uma política de pesca que faça frente aos desafios. Conforme esclareceu o parlamentar, o Paraná ultrapassou o Ceará na produção de tilápia porque houve investimentos no setor. “Vários municípios, como Fortim, Icapui, Beberibe, Acaraú, e Camocim, dependem muito da pesca. Basta um comprometimento da Secretaria de Pesca com o licenciamento de produção de camarão que iremos dar um passo importante para a política de desenvolvimento de nossas comunidades pesqueiras e de todo o Ceará”, ressaltou.
Dedé afirmou que, hoje, o Brasil, exporta US$ 270 milhões e importa U$ 1,2 bilhão. “Se desenvolvermos todo o nosso potencial, podemos cobrir esse déficit facilmente. Temos tecnologia e pescado para equilibrar essa balança comercial”, frisou.
Dedé Teixeira também esclareceu que hoje, no mundo, são produzidos 63 milhões de toneladas por ano de pescado, sendo 90% na Ásia. “É maior que a produção de boi, do frango e do porco, separadamente. Mas essas cadeias produtivas são fortes, com subsídios dos poderes públicos, e a pesca é o irmão bastardo da produção de proteína animal. A demanda do mundo por pescado é crescente. E o Brasil é o país que mais pode agregar valores nesse setor. Enquanto nosso País produz 1.4 milhão de toneladas, o Chile produz, só de salmão, quatro vezes isso”, pontuou.
Em aparte, o deputado Neto Nunes (PMDB) disse que temos que investir nas potencialidades naturais. O Ceará, segundo ele, tem muito a contribuir com a produção de recursos naturais. “O pescado é importantíssimo, tanto no litoral como nos reservatórios de água”, destacou.
JS/CG
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