Dedé Teixeira diz que Brasil deve avançar na reforma política
Por ALECE26/06/2013 15:04 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Dedé Teixeira (PT) afirmou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (26/06), que o Brasil vive o momento certo para avançar na questão da reforma política, devido às manifestações populares que tomaram conta do País nas últimas semanas. “A reforma política talvez seja um dos principais ingredientes para corrigir distorções na nossa política”, considerou o deputado.
Segundo ele, o Congresso Nacional teria até outubro deste ano para que a reforma entre em vigor já nas eleições de 2014, uma vez que a legislação vigente determina que a medida deva ser aprovada um ano antes. “Há pouco tempo. Vários partidos não queriam nem ouvir falar dessa história”, disse Dedé sobre a reforma.
O parlamentar também destacou os resultados da mobilização nas ruas entre a classe política brasileira, como a derrubada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que retirava do Ministério Público a atribuição de realizar investigações criminais, e a aprovação do projeto de lei que destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo à educação e 25% à saúde. As duas medidas foram votadas na madrugada desta quarta-feira, na Câmara dos Deputados.
O petista considerou a relevância do aumento dos recursos para a educação: “Talvez a única forma de colocarmos o Brasil na condição de país promissor, que investe na capacitação de seu povo, amplia os espaços nas universidades”, assinalou.
Em aparte, o deputado João Jaime (PSDB) afirmou que a sociedade já começa a perceber os resultados das manifestações. “Ontem, começou uma fase histórica para o Brasil, com a queda da PEC 37 e a questão dos royalties do petróleo. Quem ganha? O povo”, disse o parlamentar tucano.
O deputado Roberto Mesquita (PV) considerou a vontade popular em ver os direitos dos brasileiros resguardados. “Estamos dando uma primeira passada numa longa caminhada para um Brasil novo. A gênese desses movimentos, a sua origem, foi em São Paulo, para mostrar que esse movimento não tem cara de políticos de mandato, nem é manietado por partido A ou B.
Esse movimento mostra que a sociedade, o povo, se cansou de nós”, assinalou o deputado Heitor Férrer (PDT).
RW/AT
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