Dedé Teixeira lamenta cortes de recursos para programas sociais
Por ALECE20/06/2018 15:35 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Dedé Teixeira (PT) lamentou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (20/06), os cortes feitos pelo Governo Michel Temer nos recursos de programas sociais.
De acordo com o parlamentar, em dois anos de gestão, foram cortados cerca de 90% dos recursos para iniciativas dessa natureza. “Um milhão de famílias perderam o benefício do Programa Bolsa Família. Minha Casa, Minha Vida teve um total de 94% de corte, além do Prouni (Programa Universidade para Todos), que em 2016 cortou 80 mil bolsas integrais”, relatou.
Para o deputado, o governo vem agindo em épocas em que a população está focada em outros acontecimentos, como a Copa do Mundo, e entregando as riquezas do País, ao tentar aprovar uma forma de blindar o valor que será arrecadado com o leilão do excedente do pré-sal. “Essa é a verdadeira razão do golpe. Querem vender todas as riquezas brasileiras, e não podemos assistir a isso calados. Precisamos reagir diante de tantos prejuízos”, avaliou.
Dedé Teixeira repudiou ainda um episódio que teria acontecido na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde, segundo relatos, um aluno africano recebeu um bilhete com mensagem racista e xenofóbica. “Isso é intolerável. Nosso País deve ser solidário a esse movimento migratório, em que tantas pessoas fogem vítimas da guerra ou da fome. Solicitamos junto à Comissão de Direitos Humanos (da AL) um momento de discussão sobre a situação desses estudantes”, salientou.
O parlamentar aproveitou também para informar que o secretário da Casa Civil, Nelson Martins, lança, nesta quarta-feira (20/06), o Programa Sinalize nos municípios de Eusébio, Aracati, Palhano e Cascavel.
Em aparte, o deputado Dr. Santana (PT) acrescentou que, em 2015, o município de Juazeiro contava com 32 mil famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família, e hoje mantém apenas 14 mil. “Imaginem a quantidade de pessoas que estão sofrendo com esses cortes. É uma situação de tristeza absoluta”, opinou.
LA/PN
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