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Delegado Cavalcante cobra garantias a delegados e policiais civis

Por ALECE
05/11/2013 14:39 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Del Cavalcante (PDT) - Foto: Máximo Moura

No primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (05/11), o deputado Delegado Cavalcante (PDT) voltou a cobrar garantias constitucionais para os delegados de polícia. “Isso assegura um trabalho mais tranquilo, sem ingerências exteriores, sem ingerências do poder econômico, muitas vezes do crime organizado, que hoje tem um poder econômico muito grande e, muitas vezes, influencia numa transferência de um delegado, de um policial”, apontou.

Cavalcante informou que se reunirá, ainda hoje, em Brasília, com a Associação dos Delegados de Polícia Civil. A categoria, segundo ele, defende “a ‘imovabilidade’, a irredutibilidade de vencimentos e outras garantias constitucionais que trazem tranquilidade para o profissional da Polícia Civil”. O objetivo, segundo ele, é que o policial trabalhe sem pressões externas ou internas.

O parlamentar também chamou atenção para o crescimento do poder dos traficantes nas periferias das capitais. “A realidade está assustando os moradores da periferia. O secretário de Segurança Pública tem de montar um quadro, urgentemente, de inteligência, para enfraquecer o poder desses traficantes”, disse.

O deputado lembrou, ainda, do seu trabalho como delegado. “A gente conseguia colocar o bandido, principalmente o assaltante, o traficante, na cadeia. Os bandidos dali se afastavam, iam agir em outra localidade”, afirmou.

O fortalecimento da Polícia Civil também foi cobrado pelo Delegado. “A Polícia Civil tem uma atribuição muito forte. O inquérito policial é uma peça investigativa, que requer muita capacidade, muito treinamento do policial civil”, ressaltou. Cavalcante também apontou para os riscos da profissão. “Através do confronto com a bandidagem, o policial pode perder a sua vida”, disse.

Em aparte, o deputado Manoel Duca (Pros) salientou a sua admiração pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Servilho de Paiva, mas apontou que ele terá muito trabalho no combate à violência.
RW/CG

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