Delegado Cavalcante defende paralisação da PM ocorrida em fevereiro
Por ALECE22/10/2020 16:04 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Delegado Cavalcante (PSL) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, realizada por sistema remoto e presencial nesta quinta-feira (22/10), o comentário do governador Camilo Santana sobre a paralisação dos policiais militares em fevereiro deste ano.
Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo teria afirmado que o deputado federal Capitão Wagner (Pros/CE) seria o líder do movimento, que durou 13 dias. Para Delegado Cavalcante, no entanto, a paralisação foi de livre vontade dos agentes, que estariam insatisfeitos com a remuneração.
“Estive lá e afirmo que não foi isso que aconteceu. Quem estava à frente era o Cabo Sabino, e esse teve sua prisão preventiva decretada. A sociedade cearense, na época, ficou sem resguardo, mas também não é justo uma tropa passar seis anos com uma inflação de mais de 30%”, disse. O parlamentar adiantou que esteve presente e participou de todas as negociações junto a outros representantes dos PMs. “Eu sei que a greve é ilegal, mas é legítima. Os salários estavam defasados em mais de 30%”, observou.
O deputado comentou ainda sobre o aumento dado aos policiais e afirmou que houve cortes de gratificações que tinham antes, não havendo ganho real na remuneração. “Com o suposto aumento, os policiais tiveram uma perda na renda. Que reposição foi essa? Os gastos totais com os pagamentos dos militares reduziram”, questionou.
GS/AT/LF
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