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Dr. Santana alerta para necessidade de combate à sífilis no País

Por ALECE
26/10/2016 15:38 | Atualizado há 10 meses

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Dep. Dr Santana (PT) Dep. Dr Santana (PT) - Foto: Máximo Moura

O deputado Dr. Santana (PT) mostrou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (26/10), com o aumento no número de casos de sífilis no País. O parlamentar comentou editorial do jornal O Estado de terça-feira (25), com informação do ministro da Saúde, Ricardo Barros, admitindo que o Brasil vive uma epidemia de sífilis e anunciando uma estratégia de combate à doença.

Segundo o deputado, a publicação alerta que as estatísticas oficiais indicam que pelo menos 50% dos casos de sífilis em gestantes são diagnosticados no terceiro trimestre de gestação, quando as chances de proteger o bebê já são bem menores que na primeira fase da gestação.

“Peço aqui que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) e as secretarias municipais de Saúde adotem medidas efetivas no sentido de promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessa doença, que tem cura e é de fácil diagnóstico, podendo ser tratada na própria rede pública”, assinalou.

Ainda de acordo com Dr. Santana, se não for tratada de forma adequada, a doença pode trazer graves sequelas para crianças e adultos e se transformar em um novo flagelo social.

O deputado também comentou sobre a reforma da Previdência, que vai ser apresentada, em breve, pelo Governo Federal, enfatizando que o Executivo tem ensaiado diálogos com centrais sindicais para ouvir propostas.

“Diversas centrais sindicais do País divulgaram uma nota expondo propostas para o Governo Federal, com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão e da arrecadação do sistema previdenciário”, pontuou Dr. Santana.

Segundo o petista, entre as propostas das centrais sindicais estão a revisão ou o fim das desonerações das contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento das empresas; a criação do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para a cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas recuperáveis com a Previdência Social; a revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio.

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) reconheceu que o tema da reforma previdenciária é bastante complexo, polêmico e delicado, mas questionou o posicionamento do PT sobre a questão quando estava na Presidência da República.

“A reforma é difícil, e não será realizada em tempo recorde, pois ela necessita de um super debate no País, para que não açoitemos de forma forte e selvagem o lombo do sofrido contribuinte brasileiro. Só lamento as propostas não terem sido apresentadas nos 13 anos de governo petista”, assinalou.

RG/AT

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