Dr. Santana critica reformas em tramitação no Congresso
Por ALECE19/04/2017 14:08 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Dr. Santana (PT) avaliou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (19/04), que o Congresso Nacional não tem legitimidade para modificar a Constituição - notadamente no caso da reforma política. “Os que estão lá representam um sistema política que ruiu. Não estão lá para defender os interesses da nação”, criticou.
De acordo com o parlamentar, a crise econômica atual está beneficiando o sistema financeiro. “Basta olhar para os lucros aferidos pelos grandes bancos para constatar essa realidade”, afirmou. O petista defendeu ainda a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para promover a reforma política e trabalhista, assegurando os direitos dos trabalhadores.
Dr. Santana comentou que a atual crise instalada no País - com desmonte em empresas petrolíferas e da construção civil - atende aos interesses dos grandes países capitalistas. “Nós estávamos competindo com as grandes multinacionais do petróleo. Quem compete com esses países é derrotado ou na política ou na guerra”, analisou.
Além disso, Dr. Santana lembrou que o papa Francisco se negou a vir ao Brasil a convite do presidente Michel Temer, por entender que a atual gestão está “esmagando as conquistas sociais de um século”.
O parlamentar também ressaltou editorial que elogiou o governador Camilo Santana por buscar investimentos para o Ceará e preparar, assim, a retomada do crescimento econômico.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PSD) lamentou a ruína do modelo político. “Precisamos mudar. É uma exigência diante dos fatos expostos. Devemos renascer desse processo. A reforma passa por uma discussão ampla sobre a representatividade política”, defendeu.
O deputado Odilon Aguiar (PMB) também solicitou modificações na política. “O sistema não suporta mais continuar assim. Não podemos voltar para o financiamento privado de campanha. Temos que tratar tudo às claras”, disse.
Para o deputado Evandro Leitão (PDT), esse é um problema político sistêmico. “De um lado há o eleitor; de outro, os candidatos a cargos públicos. O candidato tenta aliciar o eleitor. E o eleitor, por sua condição, acaba se quedando aos apelos”, avaliou.
JS/GS
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