Dr. Santana ressalta importância de mobilização na luta contra retrocessos
Por ALECE18/10/2017 14:10 | Atualizado há 10 meses
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O deputado Dr. Santana (PT) alertou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (18/10), para a importância das movimentações populares na luta contra o que ele chama de “ataque aos direitos dos trabalhadores”. Ele lembrou que no dia 11 de novembro começam a vigorar as mudanças na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), aprovadas pelo governo Michel Temer.
O petista informou que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está em campanha para contabilizar 1,5 milhão de assinaturas. O objetivo da iniciativa é protocolar uma lei de iniciativa popular no sentido de vetar o “retrocesso”.
Ele lembrou que a reforma trabalhista altera a forma de contratação do trabalhador, as regras para a demissão, a jornada de trabalho e a negociação coletiva, além de restringir o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho.
Santana afirmou que o passo seguinte de Michel Temer é retirar o direito à aposentadoria dos trabalhadores. “Eles dizem que o mercado reage bem quando se fala em reforma trabalhista e previdenciária, e é exatamente pelo mercado que estão cortando os direitos dos trabalhadores”, argumentou.
Segundo ele, o governo precisa ser construído a partir do diálogo com os diversos setores da sociedade, e, principalmente, com a classe trabalhadora, “e sem luta, não conseguiremos consolidar nossos avanços”.
O parlamentar também fez referência à votação, realizada ontem no Senado Federal, para definir sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com ele, o que se viu ali foi a “legitimação da corrupção, e o mesmo acontecerá quando a votação for para a Câmara dos Deputados”.
De acordo com o parlamentar, os que votam em favor de Aécio Neves são políticos eleitos às custas da compra de votos e financiados pelo grande capital. “São eles que representam os interesses dos grandes empresários e transformaram as eleições em um comércio de compra e venda de votos”, denunciou.
Ele criticou ainda os defensores do retorno da ditadura militar ao País. Para ele, o Exército Brasileiro não deve atuar como “cão de guarda da burguesia”, pois possui um papel fundamental na manutenção da democracia.
Em a aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) afirmou que não defende um retorno da ditadura, e sim uma intervenção militar. “Sou a favor de um Estado Republicano de Direito, mas algo precisa ser feito. O que vimos ontem no Senado foi um circo. Não queremos o retorno da ditadura, mas temos que admitir que não estamos vivendo uma situação normal”, defendeu.
PE/PN
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