Dra. Silvana pede debates sobre o Sistema de Saúde Mental no Ceará
Por ALECE27/09/2019 14:51 | Atualizado há 10 meses
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A deputada Dra. Silvana (PR) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (27/09), a necessidade de discutir o sistema de atendimento a pacientes com transtornos mentais no Ceará e a disponibilidade de leitos em hospitais específicos.
A parlamentar informou que está protocolando requerimento a ser enviado para a Secretaria de Saúde e outras instituições para tratar sobre o sistema de saúde mental do Estado e disponibilidade de leitos psiquiátricos. “Existe um debate de psiquiatras que defendem que haja hospitais específicos para os tratamentos e outros que acreditem que devam ser integrados com leitos nos hospitais tradicionais. Precisamos ouvir quem entende do assunto. O tema pode ser polêmico e delicado, mas esta Casa tem a obrigação de discutir isso”, alertou.
Dra. Silvana defendeu que haja hospitais específicos para o tratamento psiquiátrico por acreditar em maior eficácia no tratamento. “Esses hospitais precisam existir sim. Porém, defendo que haja fiscalização nessas unidades, para garantir um atendimento de qualidade e sem maus tratos. Manter esses pacientes em alas de hospitais tradicionais pode prejudicar o atendimento dos outros pacientes em momentos de crise”, observou.
A deputada salientou que a doença psiquiátrica é muito específica e precisa de atenção integral aos pacientes, algo que, segundo ela, em hospitais comuns é muito difícil de ser implantado. “É necessário ainda garantir que os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) funcionem 24h, pois as crises psicóticas não têm hora para acontecer. Defendo que haja ambulatórios disponíveis para medicar e poder conter pessoas nessas condições de maneira adequada”, acrescentou.
A parlamentar comentou ainda o projeto de lei 317/19, de autoria do deputado Renato Roseno (Psol), que veda a comercialização de equipamentos de eletrochoque para tratamentos psiquiátricos. “Acredito que seria brutal tomarmos essa decisão sem ouvir os devidos profissionais. Vou pedir aos Conselhos Regional e Nacional de Medicina, ao Conselho Regional de Psiquiatria e aos que precisar relatórios sobre o assunto. Não vou pautar na Comissão de Saúde dessa Casa algo sem um aval de especialistas”, afirmou.
Dra. Silavana informou ainda que irá requerer a um instituto de pesquisa do Ceará, mensalmente, um relatório sobre os casos de suicídio no estado. “Tenho certeza que falar de números de suicídios, de forma irresponsável, para quem já tem esse problema pode piorar a situação. Pode estimular. Precisamos também saber a eficácia de campanhas como o Setembro Amarelo. Temos que sair das campanhas e partir para a ação”, ponderou.
O deputado Tony Brito (Pros), em aparte, destacou que o tema é constante nas polícias devido a exposição dos agentes a situações extremas de perigo e responsabilidade. “Há apenas dois psicólogos para cuidar da saúde mental de agentes nas polícias. Se formos analisar todo o Sistema de Saúde, são apenas quatro. Esse número está longe de ser o ideal”, criticou.
GS/CG
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