Eliane defende regulamentação do Cocó e pede mais debate sobre ponte estaiada
Por ALECE22/05/2013 14:57 | Atualizado há 9 meses
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No primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (22/05), a deputada Eliane Novais (PSB) defendeu a regulamentação e delimitação da área de preservação do Parque Ecológico do Cocó e cobrou mais debate sobre a construção da ponte estaiada, prevista para atravessar o Cocó.
A deputada parabenizou o Ministério Público por defender a delimitação do Parque do Cocó e o Governo do Estado por ter anunciado à imprensa que fará a regulamentação do Parque até o final deste ano. “Espero, porém, que o Governo preserve os estudos já feitos pelo Grupo de Trabalho criado em 2008 e composto por várias entidades representativas da área de meio ambiente e controle urbano, que elaborou uma nova poligonal para delimitar a área do Parque, aumentando em 266 hectares a área da poligonal antiga”, frisou.
A parlamentar ressaltou que, segundo o Ministério Público, a identificação das áreas de preservação permanente (APPs) no Parque deverá esclarecer os limites onde podem ser construídas edificações no entorno do Cocó. “Antes de o Estado executar a obra da ponte estaiada, deve-se primeiro regulamentar o Parque, já que, somente com a regulamentação da nova poligonal, pode-se estudar com mais segurança se é possível haver intervenções no local”, disse.
Eliane Novais destacou a audiência pública promovida na última sexta-feira, na Assembleia, que reuniu representantes dos movimentos sociais de defesa do Parque do Cocó, arquitetos urbanistas e ambientalistas. “Foram apresentados vários questionamentos sobre a construção da ponte estaiada, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista dos efeitos práticos na mobilidade urbana de Fortaleza”, salientou.
A parlamentar apontou que a audiência mostrou ser necessário mais debate com os movimentos ambientais e com a comunidade técnico-centífica da cidade sobre a construção da obra. “Ficou claro que a ponte não vai ajudar o nosso problema de mobilidade urbana. É preciso que o Governo considere as várias alternativas que foram apresentadas na audiência pública e que possamos ter a oportunidade de debater mais ainda o tema”, afirmou.
Em aparte, o deputado Júlio César (PTN) questionou por que a ponte estaiada não vai desafogar o trânsito da cidade. “Fiquei admirado de saber que algumas entidades acham que a ponte não vai desafogar os engarrafamentos, já que ela vai receber um fluxo de carros de várias avenidas movimentadas”, disse.
Já o deputado Antônio Carlos (PT) ressaltou que o Estado precisa investir em recursos na segurança pública e nos hospitais. “É preciso que o Governo avalie as prioridades e, se for o caso, suspenda a obra e priorize os hospitais e a tragédia que o estado vive hoje em dia, que é a segurança”, salientou.
O deputado Heitor Férrer (PDT) questionou se é uma prioridade a obra da ponte estaiada. “São inúmeros problemas que o estado vive, será uma prioridade estabelecer o gasto de quase R$ 300 milhões envolvendo essa ponte?”, questionou.
GM/CG
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