Eliane Novais cobra alternativas para a Ponte Estaiada
Por ALECE21/05/2013 14:55 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente desta terça-feira (21/05), a deputada Eliane Novais (PSB) cobrou do Governo do Estado mais estudos e novas alternativas para melhorar o trânsito na Capital. O foco de seu pronunciamento foi a construção da Ponte Estaiada sobre o Rio Cocó, aprovada na Câmara Municipal de Fortaleza e que divide opiniões.
A parlamentar expôs alguns argumentos apresentados na última sexta-feira, durante audiência pública sobre o tema, realizada na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia. Estiveram presentes representantes dos movimentos sociais de defesa do Parque do Cocó, arquitetos urbanistas, ambientalistas e representantes da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente da Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Infraestrutura e de Meio Ambiente (Semace) do Governo do Estado.
A deputada afirmou que a obra, que requer altos investimentos, é repleta de questionamentos sobre os efeitos ambientais e também sobre os efeitos práticos na mobilidade urbana em Fortaleza.
Segundo Eliane Novais, a obra, que deve custar R$ 338 milhões e tem prazo de execução de 16 meses, vai interferir em áreas sensíveis do Parque do Cocó. Por isso, é preciso medir bem se esses impactos são reversíveis do ponto de vista do equilíbrio ecológico da cidade. E lembrou que o rio, o manguezal e a vegetação do parque têm influência direta no controle de enchentes, na erosão e na vida costeira da nossa cidade.
Além disso, a deputada também afirmou que, durante a audiência, os profissionais convidados mostraram que a obra não irá resolver o problema no trânsito dos bairros onde há mais congestionamentos. Ela destacou a proposta do vereador Deodato Ramalho (PT), que apresentou a alternativa de prolongamento da avenida Miguel Dias, que teria um custo de R$ 7 milhões e que desafogaria a avenida Washington Soares.
Para a deputada, um empreendimento dessa natureza precisa ser debatido exaustivamente com a sociedade e a comunidade técnico-científica, e não pode ser debatida apenas dentro dos gabinetes do Governo Estadual. Ela questionou ainda o fato de a Câmara Municipal de Fortaleza ter aprovado a mensagem que integra a ponte ao Sistema Viário Básico de Transporte do Município, quando a ponte ainda está em forma de projeto.
A parlamentar afirmou que irá dar entrada em um requerimento solicitando que o Governo do Estado, antes de executar essa obra da ponte estaiada, considere as alternativas apresentadas na audiência, estudando também a viabilidade financeira, ambiental e de mobilidade urbana dessas outras propostas. Eliane Novais citou trecho do Parecer Técnico Nº 764/2013 da Semace sobre a ponte, segundo o qual, “a ponte estaiada contribuirá, juntamente com o mirante, para a valorização imobiliária da região, intensificando a especulação imobiliária no entorno. Isso causará pressão sobre as áreas do entorno protegidas por lei, como áreas de mangue e dunas fixas, notadamente nos bairros Cocó e Dunas”.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) afirmou que o trânsito na cidade está muito engarrafado e que não entende por que o projeto não irá desafogar o trânsito.
JM/CG
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