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Eliane Novais cobra políticas para redução de impactos climáticos

Por ALECE
17/10/2013 15:26 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Eliane Novais (PSB) - Foto: Paulo Rocha

A deputada Eliane Novais (PSB) subiu à tribuna, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (17/10), para fazer uma avaliação sobre as políticas de preservação ambiental e mudanças climáticas mundiais e pedir a adoção de providências. A parlamentar destacou que, no fim de setembro, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou seu quinto relatório que confirmou as consequências das mudanças climáticas já anunciadas há alguns anos. 

O texto do organismo internacional destacou, segundo a deputada, a urgência de se tomar medidas para conter o aquecimento da Terra em 2° C. “Este ano, os prováveis efeitos do aquecimento global anunciados pelo IPCC ganharam números e parâmetros preocupantes no Brasil. Os relatórios apontam para problemas iminentes que deverão ser enfrentados pelo País, como o aumento da temperatura média em todas as regiões, a elevação do nível do mar e o colapso do regime de chuvas”, avisou.

Eliane citou, ainda, que o relatório também prevê um aumento da temperatura média no País entre 3º e 6ºC até o fim deste século. “Se for confirmado o pior dos cenários projetados pelo estudo, este aumento pode chegar a 6 graus na Amazônia, o que afetaria decisivamente o regime de chuvas da região, e também teria forte impacto sobre outros biomas brasileiros como o Cerrado, a Caatinga e o Pantanal. É esperada uma diminuição generalizada nas chuvas, o que provocaria a redução das vazões dos rios e do nível dos lençóis freáticos, diretamente responsáveis pelo abastecimento de água potável à população”.

A deputada explicou que as secas são fenômenos cíclicos e é preciso que se invista em ações preventivas e emergenciais. “Ações de curto, médio e longo prazo. Não se pode mais tolerar que a falta de chuva seja usada como desculpas para a calamidade provocada pelos efeitos da estiagem. Os alertas estão sendo feitos e políticas de Estado precisam ser efetivadas desde já”, declarou.

A deputada frisou que as reivindicações dos movimentos sociais que militam no meio rural indicam que o Brasil ainda precisa consolidar uma política de desenvolvimento e integração regional que tire proveito das potencialidades da região Nordeste. “Atualmente, o Ceará é dotado de uma infraestrutura de armazenamento de água formada por 8.000 açudes. Portanto, fica claro que o semiárido cearense tem água; o que falta são políticas públicas efetivas que possibilitem o acesso pelas populações camponesas”, avaliou.

Em aparte, o deputado Antonio Carlos (PT) lembrou que é preciso manter o debate sobre as mudanças climáticas porque a situação está ficando dramática e o Ceará é muito afetado por esse problema.
JS/JU

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